Saltar para o conteúdo
18 de Setembro de 2026

Orca lança novo álbum “Apneia” e apresenta-o hoje na BOTA

Orca. Crédito Fotografia: Pedro Jafuno
Orca. Crédito Fotografia: Pedro Jafuno

Orca lançou “Apneia” a 9 de Setembro de 2026, segundo álbum de Leonor Cabrita, editado pela Facada Records. O projecto sobe ao palco da BOTA, em Lisboa, esta sexta-feira, dia 18, para o concerto de apresentação.

Em Junho, Orca antecipou este lançamento com o single “Sobras das Sombras”, que deixamos em baixo para ouvires.

A preparar player…

Trauma, ruptura e o significado de “Apneia”

Em “Apneia”, Orca parte do sentido literal da palavra (suspensão voluntária ou involuntária da respiração) para construir uma ideia de intervalo, de interrupção, de permanência num espaço entre dois momentos. É a partir dessa imagem que o álbum observa diversos episódios traumáticos: quebras na narrativa da vida que parecem, por vezes, não caber no tempo nem no espaço.

Entre reflexões densas e observações mais mundanas, as canções de “Apneia” cruzam esse conceito a partir de ângulos diferentes, sempre ancoradas nas relações humanas, sejam elas familiares, românticas ou de amizade. O disco estabelece esse território logo em “Coração de Espinhos”, a segunda faixa, que abre com um verso sobre o regresso obsessivo à mesma dor.

A preparar player…

Em Junho, Orca abriu já as portas a esta narrativa com o single “Sobras das Sombras”. A canção olha para a família e para a herança emocional, observando como as relações com quem nos cria moldam a identidade, entre a reprodução consciente ou inconsciente de certos comportamentos e a tentativa de os desconstruir (ou traduzir em música e melodia).

Orca, capa do álbum "Apneia"
Orca, capa do álbum “Apneia”

Alinhamento de “Apneia”, de Orca

  1. “Água”
  2. “Coração de Espinhos”
  3. “Até Temos Pena”
  4. “Lugar Miserável”
  5. “Fiquei na Cama”
  6. “Sobras das Sombras”
  7. “Gaslighting”
  8. “Acordar Tarde”
  9. “Carta a Uma Amiga”
  10. “Expectativa”
  11. “Todo o Luto é uma Luta”

Uma escrita solitária, uma produção colectiva

Orca (ou Leonor Cabrita) assina a composição e as letras de “Apneia”, além de dar voz e tocar piano e sintetizadores. O disco reúne nove músicos, prolongando uma lógica que já caracteriza Orca: a escrita nasce de um processo solitário, mas a concretização volta a ser colectiva.

Bá Álvares toca baixo eléctrico e sintetizadores e assina, com Leonor Cabrita, os arranjos e a produção do álbum. Miguel Sobral Curado assume a bateria, Francisco Menezes os saxofones soprano e tenor, e Yaw Tembe o trompete e o EWI. Nos coros participam Catarina Branco, chica e Mariana Camacho, às quais se junta Sallim, que assume também a voz em “Expectativa”, décima faixa do disco, ao lado de Leonor Arnaut.

Orca. Crédito Fotografia: Pedro Jafuno
Orca. Crédito Fotografia: Pedro Jafuno

No Estúdio Bela Flor, Eduardo Vinhas captou o álbum, Catarina Branco tratou da mistura e João Almeida da masterização. Pedro Jafuno assinou a fotografia de capa e Desisto o design. O projecto conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e da Fundação GDA.

Percurso de Orca

Orca é a identidade musical de Leonor Cabrita. Tal como os cetáceos dependem de vocalizações para se orientarem e comunicarem, também aqui a canção nasce como necessidade de expressão e de relação com o exterior: o amor, o fim das coisas e a resistência atravessam uma escrita pessoal através da qual a artista processa a realidade e a faz ressoar nos outros.

Antes de “Apneia”, Orca editou o álbum de estreia “Paisagem Trânsito”, em 2023, e o EP “Não Há Tempo”, no ano seguinte. Não percas este lançamento e mais logo, o concerto de estreia na BOTA!

Instagram: @leon.orca

Queres ver mais notícias sobre música portuguesa? Carrega aqui! Se estás interessado em concertos ou festivais, dá uma vista de olhos no Calendário de Concertos e Festivais.

Publicidade
Chegaste ao Fim Deste Artigo. Boa! 🎉

Isto não se escreve sozinho — horas de escuta, pesquisa e escrita, artigo atrás de artigo, para cobrir a música portuguesa como ela merece. Se isto valeu a pena, ajuda-nos a continuar:

Pedro Ribeiro
Escrito por

Pedro Ribeiro

Fundador, Editor-Chefe, Jornalista, Músico, Produtor

Pedro Ribeiro é o fundador do musica.com.pt. Como músico e produtor conta com mais de 25 anos de experiência no mundo da música, tendo participado em projetos como Peeeedro, Moullinex, MAU, entre outros, e tocando em venues como Lux, Maus Hábitos, Plano B, Culturgest, Glasgow School of Arts, entre muitas outras salas e locais em Portugal e no estrangeiro. Compôs música para teatro (Jorge Fraga, Graeme Pulleyn, Teatro Viriato), dança contemporânea (Romulus Neagu, Peter Michael Dietz, Patrick Murys, Teatro Viriato), TV (RTP2) e várias rádios.