Líquen lançou o novo single “Aurora”, que junta electrónica contemporânea a referências do cancioneiro popular português. O tema, já está disponível em todas as plataformas digitais do costume e vem acompanhado de videoclipe. “Aurora” marca assim o regresso do projecto de Constança Ochoa com uma peça que sampla a Brigada Víctor Jara e transforma versos da tradição oral num tema com roupagem moderna e bastante singular. Líquen é também uma das primeiras confirmações para o Festival Bons Sons 2026, onde actua a 6 de agosto.
Podes ver e ouvir “Aurora” de Líquen em baixo:
O som de “Aurora”
Para quem cresceu com certos discos nos anos 90 e inícios dos 2000, quando carregar no play vai-se encontrar em território familiar. “Aurora” respira trip-hop e eletrónica com roupagem contemporânea, algures entre leveza, ritmo e a escuridão calculada. Líquen constrói a canção numa toada progressiva e teatral que vai ganhando corpo lentamente, camada sobre camada, até rebentar na parte final com uma intensidade que o início antecipava, mas não deixava adivinhar.
A voz de Líquen acompanha essa progressão de forma muito própria. Passa por registos diferentes ao longo do tema, ora contida, ora aberta e crua, até chegar ao auge final. É nesse momento que a voz se funde com a electrónica de “Aurora”, e se deixa envolver pelo pulsar rítmico e pelas diferentes texturas e delays, até se libertar para a reta final da canção.
O sample da Brigada Víctor Jara que abre “Aurora” funciona como âncora temporal, com a primeira parte da letra a beber directamente do cancioneiro popular português, com versos que falam de quem canta bem, do pastor que grita ao romper da aurora, de quem ama e de quem padece.
Na segunda metade da canção entra a escrita de Constança Ochoa, e o registo passa da tradição oral para a crítica social directa. “Soberanos e machistas não se cansam de encontrar mais um dente progressista prontinho para arrancar” não é verso que se cante em horário de expediente. A letra ataca a domesticação dos desejos, o regresso forçado à conformidade, a vida que se reduz a ir de casa para o trabalho e “voltar sempre à tabela”.

Créditos de “Aurora” de Líquen
A composição é assinada por Buga Lopes, Constança Ochoa, Leonardo Patrício e Pepas, com letra de Constança Ochoa na segunda parte e versos do cancioneiro popular na primeira. A produção ficou a cargo do mesmo quarteto com a adição de Suse Ribeiro. Buga Lopes tratou da mistura e a masterização é de Miguel Pinheiro Marques.
O videoclipe, filmado no Amparo99 no Porto, foi realizado por Leonardo Patrício, Luís Pepas e Constança Ochoa, com fotografia e montagem de Leonardo Patrício. O single sai pela Skud & Smarty Records em parceria com a ROMA.
Sobre Líquen
Líquen é o projecto musical de Constança Ochoa, cantora natural de Coimbra que junta voz, poesia e polifonias vocais num trabalho que se recusa a ficar quieto dentro de uma gaveta, movendo-se de forma ágil entre pop, electrónica, jazz e música popular portuguesa.
O EP de estreia, “I” (lê-se “um”), chegou em 2024 com quatro faixas que exploravam contrastes entre o íntimo e o universal, com produção de Rui Jorge Lopes, Leonardo Patrício e Luís Pedro Keating. Em 2025, o percurso acelerou: Líquen venceu o Festival Termómetro e pisou palcos como o NOS Alive e o Vodafone Paredes de Coura.
Com “Aurora”, o projecto entra numa fase nova. A composição passa a ser também colectiva, em formato de banda, sem que Constança Ochoa abdique da escrita lírica.
Cem Soldos à espera
“Aurora” é o terceiro single de Líquen e o primeiro com composição colectiva em banda. Este tema chega depois de um 2025, onde passou pelo Festival Termómetro, NOS Alive e Vodafone Paredes de Coura. A confirmação no Festival Bons Sons 2026, a 6 de agosto em Cem Soldos, é a próxima oportunidade para ouvires Líquen ao vivo. Não percas!
Instagram: @liquen____ | Facebook: /Líquen
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