Os WILDCHAINS revelaram na passada sexta-feira, 13 de março de 2026, o single “Taxidermy”. Com este lançamento, o quinteto revela também o título do seu disco de estreia: “The Great Fado”. O tema chega acompanhado de videoclipe gravado no Espaço Cultural Casa da Botica, em Amares, e está disponível em todas as plataformas digitais.
Depois de “Another Lie”, “Choke on Shame”, e as suas versões alternativas, esta nova faixa junta-se ao conjunto de singles que precedem o primeiro longa-duração do grupo. Ao anunciar “Taxidermy”, os WILDCHAINS declaram simbolicamente “o fim”. Não o fim da banda, mas o encerramento conceptual de um ciclo criativo que explora “o destino, a memória e tudo aquilo que inevitavelmente termina” como nos diz a release.
Podes ver e ouvir “Taxidermy” dos WILDCHAINS em baixo.
“Taxidermy”: Eternizar o efémero
“Taxidermy” abre com piano, voz e uma guitarra que sussurra promessas de calmaria. Durante quase um minuto a banda embala-te em algodão doce, mas no entanto não te ponhas confortável. Aos 58 segundos, os WILDCHAINS atiram com tudo pela janela.
João Louro, baixista dos WILDCHAINS, afirma: “Passamos a vida a tentar eternizar momentos que, no fim, existem apenas como ecos. É essa fragilidade que nos conecta à verdade da existência.”
Este é provavelmente o tema mais pesado que os WILDCHAINS já lançaram. Hard rock com DNA dos anos 90, duma linhagem que faz tremer as paredes antes de pedir licença para tocar. Quando as guitarras finalmente se abrem e o tema explode, não há volta atrás. A letra descarrega versos como “When your flesh is ripped out of your skin / All you get is the bones you have to clean”. A voz de Rangel alterna entre o quase gutural e o confronto directo, e o refrão pergunta o que ninguém quer responder: “Is it worth your life?”
Há um solo de guitarra que aparece quando já achávamos que a canção tinha dado tudo. Há quebras secas, momentos onde a banda puxa o travão de mão só para voltar a acelerar com mais força. E há um final que funciona como válvula de escape para toda a pressão acumulada ao longo de quatro minutos. O “So come and get what you want” repete-se até à exaustão e soa à provocação de alguém que já não tem nada a perder.
A produção deste “Taxidermy” ficou a cargo de Sérgio da Silva e Wizro, com gravação, mistura e masterização também de Sérgio da Silva.
Identidade visual
A capa de “Taxidermy” mantém a estética de azulejo que se tornou marca visual dos WILDCHAINS. Desta vez, apresentam-nos um veado, animal frequentemente associado à taxidermia tradicional. A mesma imagem surge várias vezes no videoclipe oficial, que foi gravado no Espaço Cultural Casa da Botica, em Amares (com apoio da Associação Caixa Negra, da Junta de Freguesia de Amares e de Raquel Silva da Madlucus).
A escolha do local segue um padrão que a banda tem cultivado: usar espaços culturais da região de Braga como cenário para os seus vídeos. Já passaram pelo Mosteiro de Tibães, pelo Santuário da Nossa Senhora do Sameiro e pelo espaço SETRA, entre outros. Esta ligação ao território está bastante vincada no ADN dos WILDCHAINS, que fazem questão de integrar e divulgar o património local na sua linguagem visual.

“The Great Fado”: destino, melancolia e histórias que se cruzam
O título do álbum de estreia dos WILDCHAINS, “The Great Fado”, trabalha a palavra em várias camadas: fado enquanto destino que não se escolhe, fado enquanto sentimento de perda que acompanha a condição humana e fado enquanto fio narrativo que liga todas as faixas do disco. Cada canção contribui para um retrato maior sobre a vida, morte e aquilo que resta depois de ambas.
Desde o EP “The Underground Inn” (2023) que os WILDCHAINS se têm vindo a afastar da abordagem convencional do rock para abraçarem e explorarem estruturas mais cinematográficas e carregadas de simbolismo. “The Great Fado” aparece-nos entao como o culminar dessa evolução.
Quatro anos de percurso até ao primeiro álbum “The Great Fado”
Formados em Braga em 2021, os WILDCHAINS construíram o seu percurso através de concursos de bandas e actuações ao vivo. O single “Chaotic Needs” abriu as portas e o EP “The Underground Inn” confirmou que havia matéria para um trabalho de maior fôlego.
A preparação de “The Great Fado” já está a decorrer, e segue-se após o lançamento de singles que testaram diferentes registos e nos mostraram um pouco da versatilidade dos WILDCHAINS: de “Choke on Shame“ à sua versão western “Shameless Version“, da introspecção acústica de “Another Lie (Heavenly Version)“ à densidade e peso de “Taxidermy”. Resta adicionar que a data de edição do álbum completo “The Great Fado” ainda não foi anunciada.
Um ciclo que se fecha, um disco que se abre
Depois de um 2025 carregado de singles, os WILDCHAINS entram em 2026 com a pontaria afinada. A banda entra neste ciclo criativo a explorar agora um lado mais pesado e sai dele a mostrar os dentes. O álbum “The Great Fado” ainda não tem data, mas se este single indica a direcção, vamos ter um disco para ouvir alto e em bom som.
“Taxidermy” já está disponível em todas as plataformas digitais do costume, não percas!
Site oficial: wildchains.pt | Instagram: @wildchains.pt | YouTube: WILDCHAINS
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