Com “Violetta”, Lhast consolida-se como criador e intérprete de uma linguagem musical profundamente pessoal. O novo álbum, lançado com o selo da Atlantic Records Portugal, apresenta-se como uma obra coerente e enigmática onde o artista se revela com mais verdade, vulnerabilidade e liberdade do que nunca. Composto por 17 faixas e dividido simbolicamente em três capítulos, o disco é uma viagem emocional onde se cruzam opostos, se dissolve a linearidade e se afirma a identidade de um autor singular.
“Violetta”
“Violetta” vive da beleza do contraste. A própria cor que lhe dá nome é o resultado da mistura entre tons frios e quentes, metáfora visual para o equilíbrio emocional e estético que Lhast procurou neste trabalho. O azul representa o lado leve, fresco e delicado da sua música; o vermelho traduz-se em intensidade, introspeção e profundidade. É nesse entrelaçar de extremos que se constrói a narrativa do disco.

O percurso sonoro assemelha-se a um microclima tropical: é sol sem deixar de ser chuva, e vice-versa. Essa oscilação constante entre sentimentos e atmosferas é o que torna o álbum simultaneamente instável e reconfortante, inesperado e coerente. “Violetta” é, nesse sentido, um arco-íris emocional onde Lhast traduz tudo o que viveu e aprendeu nos últimos anos.
Um álbum feito de proximidade em três capítulos
Produzido com um núcleo criativo de confiança, Fabrice, GOIAS e Diogo Seis na produção executiva, com colaborações de Lunn e Nanu, “Violetta” é um disco íntimo, feito entre amigos e com um forte peso emocional. As participações especiais de ed e pikika, duas vozes em ascensão da nova geração, reforçam esse sentido de continuidade e renovação.
Lisboa, Londres, Los Angeles e Brasil são algumas das geografias que alimentaram a concepção do álbum, não apenas como locais de produção mas como fontes de inspiração e expansão estética. Essa itinerância reflete-se numa sonoridade híbrida e multifacetada, que cruza hip-hop, pop, eletrónica, melodia e palavra com uma naturalidade impressionante.
O percurso até “Violetta”
Desde 2017, Lhast tem sido um dos nomes mais influentes na produção musical em Portugal. Foi com o álbum “AMOR FATI” que assumiu pela primeira vez o papel de protagonista, revelando uma nova faceta ao grande público. Seguiu-se “ALK”, onde se afirmou como voz própria no universo do hip-hop nacional.
Em 2024, reforçou a sua dimensão colaborativa ao juntar-se a Chaylan para o lançamento de “Cold Summers Warm Winters”, um disco que se destaca pela abordagem futurista e experimental. Agora, com “Violetta”, apresenta o seu terceiro álbum a solo, o último elemento de um “poker” artístico que simboliza a sua evolução enquanto autor e intérprete.
“Violetta” está estruturado em três momentos distintos, quase como se de um diário emocional se tratasse. No primeiro capítulo, a busca: um salto impulsivo para o desconhecido. No segundo, a turbulência: tentativa, erro, intensidade. No terceiro, a harmonia: a aceitação do contraste como equilíbrio.
O single de avanço, “À Procura”, marca esse primeiro passo. Uma faixa vulnerável, crua, que retrata o início de uma jornada interior. Os temas “Só Pra Mim” e “Quem Sabe” (com pikika) abriram caminho para este novo universo e são agora acompanhados pelas restantes faixas, disponíveis para escuta integral nas plataformas digitais.
Lista de faixas: Lhast – Violetta
- I
- À Procura
- Voltas (com ed)
- Só Pra Mim
- GLC
- cash cai
- II
- Quem Sabe (com pikika)
- Foguetes
- Nota
- Olé
- Sol
- Gostas
- III
- 21
- Casa (com ed)
- Lua
“Violetta” é um marco na discografia de Lhast e na música portuguesa contemporânea. É um álbum que se escuta como quem percorre um caminho: com dúvidas, revelações e beleza. Um disco que honra o passado, desafia o presente e projeta o futuro de um artista em pleno estado criativo. Lhast entrega-se por inteiro, e convida-nos a fazer o mesmo. Nãpo te esqueças e segue o Lhast no Instagram!
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