Entre os dias 1 e 5 de julho, a já famosa aldeia das Fontes, em Leiria, acolhe mais uma edição do Nascentes. Este sendo um festival que desagua num ritmo muito próprio e que é feito à medida de quem o imagina, de quem o levanta e de quem o vive.
Este projeto volta a afirmar-se como um espaço de partilha, onde a arte funciona como um lugar de encontro, escuta e transformação entre diferentes culturas e emoções, por isso a programação do Nascentes reflete essa mesma visão.
Aqui em baixo fica o teaser promocional para este ano!
Do íntimo aos ritmos globais
O cartaz do Nascentes deste ano reflete uma visão abrangente, pois o festival propõe um percurso entre a tradição, eletrónica, jazz, psicadelismo a ainda música ritual. Esta viagem musical diversa divide-se entre vários aspetos e artistas.
O festival começa com concertos mais contemplativos dos suecos e dinamarqueses BITOI, que exploram o equilíbrio entre o baixo elétrico e um trio de vozes. Concertos que contam ainda com a sul-corena Dasom Baek, que cria e cruza instrumentos tradicionais coreanos com eletrônica experimental.
A energia e dança surge com o psicadelismo e eletricidade punk dos Elektro Hafiz, uma fusão de heranças turcas e alemãs, contudo o projeto colombiano INDUS, de Óscar Alford, que mistura ritmos afro-caribenhos e a eletrônica experimental, não deixam ninguém ficar quieto. Juntam-se ainda os britânicos MADMADMAD, cuja música é ideal para “bater o pé”.
Urgência da improvisação
Contudo, a improvisação ganha palco no Nascentes. Os portugueses, PLAKA trabalham ritmos inspirados em diferentes tradições do mundo, enquanto os britânicos Vipertime levam o jazz para territórios como o groove, afrobeat e o pós-punk que unidos criam uma liberdade única ao vivo.
Nas atuações noturnas do Nascentes, conta-se com a energia caótica do punk dos portugueses Sunflowers que se cruza com a celebração identitária e roots de La Familia Gitana. Por esse mesmo palco, passam ainda nomes como os japoneses WaqWaq Kingdom e os catalões ZA!. Este entusiamo é partilhado com o lendário Conjunto Contratempo, banda mítica cabo-verdiana nascida no Cacém nos anos 80, que traz o seu funaná ousado e para não sair da pista de dança.
De outras formas
Nascentes estende-se ainda com outras formas de descoberta e encontro, contando com momentos de participação, escuta e criação partilhada pensados para todas as idades. Alguns dos projetos são a residência artística do reencontro entre Carincur & João Pedro Fonseca e o Coro das Fontes, num trabalho entre vozes, território e comunidade.
Para além dos concertos e residências, o festival contara com passeios sonoros guiados por Luís Antero, diversas oficinas infanto-juvenis e os habituais espaços de discos e petiscos, criando o ambiente perfeito para parar, experimentar e usufruir em conjunto.

Nascentes: Pessoas que tornam a aldeia num palco
Este festival só é possível pelo esforço coletivo dos próprios habitantes da aldeia. Ao longo dos dias, são as casas, jardins, hortas, espaços abertos por Fontes que tornam e dão forma ao Nascentes.
O festival só existe porque é feito a várias mãos, mãos que acompanham, orientam, apoiam e abrem caminho. Mãos que partilham esforço, pensamento e cuidado. São as mãos da gente de Fontes, que tornam possível que tudo aconteça com uma proximidade tão própria e natural, e é nesse gesto coletivo que é encontrado uma das forças mais importantes da criação artística e da própria comunidade.
Humanidade e Vulnerabilidade
O festival Nascentes nasce desta dimensão profundamente humana e de uma vulnerabilidade de cuidar, criar e resistir em conjunto, pois a mão que ampara é também a mão que impulsiona e a que ajuda a levantar, a experimentar, a falhar e a continuar.
Entre o dia 1 e 5 de julho, não percas a edição de 2026 do Nascentes, na aldeia das Fontes em Leiria!
Instagram: @nascentes_fontes
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