Bateu Matou lançam “Pomperó”

Na véspera do 25 de Abril, os Bateu Matou regressam com “Pomperó”, um novo single que é muito mais do que um tema de pista. É um statement. Uma crítica clara e ritmada à forma como os migrantes continuam a ser desrespeitados na sociedade atual — e uma chamada à união, à inclusão e à resistência através da música.

Bateu Matou, crédito Paulo Segadães
Bateu Matou, crédito Paulo Segadães

“São tempos violentos estes que vivemos e, por isso mesmo, o Baile, mais do que nunca, tem de ser casa e causa”, sublinham os Bateu Matou. “Venham de onde vierem, vão para onde forem, aqui ou dançam todos ou não dança ninguém.”

“Pomperó”

Com “Pomperó”, a banda formada por Ivo Costa, Quim Albergaria e RIOT (sim, o trio explosivo com raízes em Sara Tavares, PAUS e Buraka Som Sistema) inicia o caminho para o seu terceiro álbum de estúdio. E fá-lo com a mesma fórmula que tem vindo a conquistar palcos e playlists: batidas poderosas, eletrónica irreverente, e um compromisso político que não se esconde atrás da batida. A mensagem do novo tema é clara: somos todos migrantes nesta dança por dignidade, beleza e justiça. Com letra afiada e groove irresistível, “Pomperó” junta-se ao repertório de canções que não se limitam a fazer mexer os pés — querem também mexer consciências.

A máquina de baile que não abranda

Desde o lançamento de Batedeira, o trio tem somado momentos marcantes: assinaram o hino oficial da Liga Portugal (“Não Pára”), foram a voz da campanha da Betclic com “Falam Bué”, e incendiaram o palco do NOS Alive 2024 com a sua fusão de tambores e computadores que ecoa tanto Buraka como beats mais globais. Com o tema, os Bateu Matou provam, mais uma vez, que há espaço para dançar e lutar ao mesmo tempo. E que um baile pode ser um ato político — vibrante, coletivo e radicalmente feliz.

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Pedro Ribeiro
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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro é o fundador do musica.com.pt. Como músico e produtor conta com mais de 25 anos de experiência no mundo da música, tendo participado em projetos como Peeeedro, Moullinex, MAU, entre outros, e tocando em venues como Lux, Maus Hábitos, Plano B, Culturgest, Glasgow School of Arts, entre muitas outras salas e locais em Portugal e no estrangeiro. Compôs música para teatro (Jorge Fraga, Graeme Pulleyn, Teatro Viriato), dança contemporânea (Romulus Neagu, Peter Michael Dietz, Patrick Murys, Teatro Viriato), TV (RTP2) e várias rádios.