Portugal atuou a 12 de maio na primeira semifinal da 70.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, em Viena, na Áustria, com os Bandidos do Cante a apresentarem “Rosa”, tema vencedor do Festival da Canção 2026. A participação portuguesa terminou sem apuramento para a final, numa edição marcada não só pela música, mas também pela polémica em torno da presença de Israel no concurso.
A atuação foi transmitida em direto pela RTP e assinalou a estreia do grupo alentejano no maior palco europeu da canção. Mesmo sem conseguir seguir para a final, Portugal voltou a levar à Eurovisão uma proposta fortemente ligada à identidade musical tradicional.
Um grupo nascido no coração do cante alentejano
Vindos de Beja e profundamente ligados ao cante alentejano, os Bandidos do Cante são formados por Duarte Farias, Francisco Raposo, Miguel Costa, Luís Aleixo e Francisco Pestana. O grupo ganhou maior projeção em 2024 com “Amigos Coloridos”, canção que se tornou viral e ajudou a colocá-los no radar da música portuguesa.
A escolha de “Rosa” para representar Portugal reforçou esse cruzamento entre tradição e contemporaneidade que tem marcado o percurso do grupo. Foi também essa identidade distinta que levou os Bandidos do Cante da realidade local do Alentejo até à montra internacional da Eurovisão.
“Vamos fazer de tudo para dignificar Portugal”
Depois de vencerem o Festival da Canção 2026, os Bandidos do Cante assumiram que queriam representar Portugal da melhor forma possível em Viena. Ao longo dos dias que antecederam a semifinal, Portugal foi ganhando algum fôlego nas previsões e chegou mesmo a surgir entre os países apontados à luta pelo apuramento.
Apesar da eliminação, a participação portuguesa foi encarada como uma afirmação artística coerente com o universo do grupo e com a tradição que transportaram para palco. “Rosa” acabou por funcionar como cartão de visita de uma nova geração de músicos ligados à herança cultural do sul do país.
A polémica que marcou esta edição
A Eurovisão 2026 ficou também marcada pela controvérsia em torno da participação de Israel. Mais de mil artistas apelaram ao boicote do evento, alimentando uma onda de contestação pública em vários países europeus.
Os Bandidos do Cante optaram por se afastar dessa dimensão política, defendendo que nunca quiseram misturar arte com política. Ainda assim, o contexto extramusical acabou por ser uma das marcas mais visíveis desta edição do festival.
Uma noite importante para Portugal
Mesmo sem presença na final, a passagem dos Bandidos do Cante pela Eurovisão 2026 deixou uma marca simbólica importante para Portugal. Levar o cante alentejano a Viena representou uma afirmação clara de identidade cultural num evento de escala europeia.
A atuação de “Rosa” encerrou o percurso português nesta edição, mas consolidou o nome dos Bandidos do Cante como um dos projetos recentes mais visíveis da música portuguesa de raiz tradicional.
Instagram: @bandidosdocante
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