O Space Festival confirma a programação para novembro de 2025, mantendo o compromisso com a descentralização cultural. Entre 7 e 16 de novembro, o festival itinerante de música experimental e improvisada percorre seis concelhos portugueses, passando pela primeira vez em Valença e Vila Nova de Cerveira. Os restantes locais, Montemor-o-Velho, Paredes de Coura, Caminha e Arcos de Valdevez, já estão familiarizados com a dinâmica do festival, que continua a apostar na descentralização cultural e a levar propostas diferentes e ousadas a territórios de baixa densidade populacional. Fica o teaser da apresentação do Space Festival em baixo:
Space Festival 2025
A edição do Space Festival de 2025 distribui-se por teatros, igrejas e outros locais menos convencionais. Para além dos espaços já utilizados em anos anteriores, surgem novos palcos como o requalificado Centro Cultural de Verdoejo, o Auditório do Museu Bienal de Cerveira e a Casa das Artes de Arcos de Valdevez. A diversidade de contextos arquitetónicos e paisagisticos amplificam as possibilidades de relação entre as performances e o público, que se quer próximo.
O Space Festival mantém a acessibilidade como princípio fundamental. Em 2025, todas as atividades são de entrada gratuita, com possibilidade de donativo livre e voluntário. Se queres reservar bilhete, podes fazê-lo através do email reservas@spacefestival.pt ou no formulário do site oficial (ainda não disponível na altura em que escrevemos o artigo).
Os bilhetes reservados devem ser levantados até 15 minutos antes dos concertos. Após este período, as reservas são libertadas e a entrada passa a funcionar por ordem de chegada. Os lugares nas salas do Space Festival não são marcados, garantindo flexibilidade na ocupação dos espaços.
Calendário Completo Por Localidade
- 7-8 novembro | Montemor-o-Velho | Teatro Esther de Carvalho
- 9-10 novembro | Valença | Centro Cultural de Verdoejo
- 11 novembro | Vila Nova de Cerveira | Auditório do Museu Bienal de Cerveira
- 12-13 novembro | Paredes de Coura
- 14 novembro | Caminha | Teatro Valadares
- 15-16 novembro | Arcos de Valdevez | Casa das Artes
Montemor-o-Velho abre o Space Festival
Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, recebe a abertura da edição de 2025, com concertos nos dias 7 e 8 de novembro no Teatro Esther de Carvalho. O espaço histórico acolhe LANTANA em formato de quinteto, reunindo Anna Piosik, Carla Santana, Joana Guerra, Maria do Mar e Maria Radich. Segue-se Omnispectrum, performance que junta Jorge Quintela, Henrique Fernandes e Inti Gallardo, com produção da Sonoscopia.

O duo Nada Contra, formado por Mrika Sefa e Francisco Cipriano, integra igualmente a programação inicial. The Selva, trio composto por Ricardo Jacinto, Gonçalo Almeida e Pedro Oliveira, fecha esta primeira etapa do festival.
Valença e Vila Nova de Cerveira entram no circuito
A 9 e 10 de novembro, o festival estreia-se em Valença. O concelho acolhe Calcutá & Maria Amaro e o trio Triedro, que reúne Frederic Cardoso, Ricardo Pinto e Paulo Costa. A aposta no Centro Cultural de Verdoejo, recentemente requalificado, representa uma das novidades espaciais desta edição.

Vila Nova de Cerveira marca outra estreia no dia 11 de novembro. A parceria com a Bienal de Arte de Cerveira traz o percussionista Luís Bittencourt ao Auditório do Museu Bienal de Cerveira, com o projeto Sons de Resistência.
Paredes de Coura mantém tradição
Os dias 12 e 13 de novembro pertencem a Paredes de Coura, concelho que já integrava anteriores edições do festival. Novelo Vago apresenta o trabalho irreverente de Vera Morais, Teresa Costa e Inês Lopes. A programação inclui ainda Stones and Seeds, encontro entre a cantora alemã Almut Kühne e os músicos portugueses João Pedro Brandão e Marcos Cavaleiro, figuras estabelecidas no jazz nacional e internacional.

Caminha aposta em propostas distintas
O Teatro Valadares, em Caminha, programa para 14 de novembro duas propostas contrastantes. O quarteto italiano tellKujira, constituído por Ambra Chiara Michelangeli, Francesco Diodati, Stefano Calderano e Francesco Guerri, define-se como um ensemble de câmara “imperfeito”.
A performance audiovisual 30xN marca a colaboração entre @c, projeto de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais que celebra 25 anos de atividade e Visiophone, explorando as possibilidades da conjugação entre som e imagem.

Arcos de Valdevez encerra o percurso
A Casa das Artes em Arcos de Valdevez acolhe o encerramento do festival nos dias 15 e 16 de novembro. Hedera 4tet apresenta um projeto transdisciplinar que conta com o ator Miguel Moreira, em parceria com a D’Art Vez – Bienal de Arte. A programação final aguarda ainda confirmação de outros nomes.

Space Ensemble atravessa territórios
O projeto artístico residente Space Ensemble nasceu do encontro de vários músicos nas primeiras edições do Space Festival (que ainda não se chamava assim, mas já lá vamos) entre 1999 e 2005, dando forma a uma formação musical mutante que desenvolve trabalho de criação e serviço educativo em torno das possibilidades da música improvisada. O Space Ensemble mantém presença em várias localidades, atuando em diferentes formações musicais e desenvolvendo igualmente atividades dirigidas a escolas e famílias, alargando o alcance do festival a públicos diversos.
Das origens em Coimbra ao regresso após 16 anos
Coimbra, 1999. O Space Festival nasce como mostra gratuita dedicada à música experimental, eletrónica e improvisada, batizada de Space 1999. A proposta chegava num momento de viragem: as tecnologias digitais começavam a redefinir o que era possível fazer em termos de criação sonora, e o festival queria dar palco a essas novas possibilidades.
Nos seis anos seguintes, até 2005, o evento ganhou asas. Coimbra, Porto, Lisboa, Braga, Aveiro, Montemor-o-Velho, o formato itinerante levou o festival a várias cidades, sempre com foco nos artistas portugueses que empurravam as fronteiras da experimentação musical. Foi um período em que o Space se estabeleceu como referência incontornável para quem procurava alternativas aos circuitos convencionais.
Depois de 16 anos parado, o Space Festival voltou em 2021 com uma mudança radical no ADN. A missão deixou de passar pelos grandes centros urbanos para se concentrar em territórios de baixa densidade. Esta viragem fez do Space um caso raro de descentralização cultural efectiva, levando música experimental e improvisada a locais onde este tipo de programação raramente chega, ou nunca chegou.
Em 2025 o Space Festival mantém o propósito de explorar novas formas de produzir e divulgar música experimental e improvisada em Portugal, promovendo o acesso a projetos artísticos consolidados e emergentes fora dos grandes centros urbanos. Não percas!
Programa / Site Oficial: www.spacefestival.pt | Instagram: @spacefestivalpt | Facebook: @spacefestivalpt
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