O festival Que Jazz É Este? regressa a Viseu para a sua 14ª edição, de 8 a 19 de julho e organizado pela Gira Sol Azul. O festival apresenta uma programação multifacetada que inclui residências artísticas, concertos, rádio ao vivo, jazz ao domicílio, jazz na rua, jam sessions, DJ sets e um mercado de livros e discos.

O festival mantém a sua identidade acessível, fortemente ligada ao espaço público e continua a afirmar-se como um território aberto à descoberta que reúne projetos emergentes, nomes consagrados e também artistas locais.

Entre a delicadeza da MPB e a improvisação contemporânea.

A 18 de julho sobe ao palco a cantora Maria Luiza Jobim, para apresentar uma sonoridade que cruza MPB (música popular brasileira), eletrónica e jazz. Depois da sua estreia com “Casa Branca” em 2019, afirmou em “Azul” uma escrita mais intimista e poética.

No mesmo dia atua também Azul Piscina, o mais recente projeto liderado pelo baterista viseense Miguel Rodrigues. Através de uma criação coletiva em tempo real, o trio constrói um discurso onde a composição e a improvisação coexistem em permanente mutação.

O jazz também se aprende e se partilha

Entre os dias 15 e 17 de julho, a componente pedagógica também volta a ocupar um lugar central na programação com a realização do 18º Workshop de Jazz de Viseu que será realizado no Teatro Viriato.

Orientado por Rita Maria e Nuno Costa, o workshop dirige-se a estudantes de música e propõe uma imersão intensiva no universo do jazz e da música improvisada. Durante os três dias, os participantes irão trabalhar prática coletiva, arranjos e improvisação, resultando numa apresentação pública final.

Cartaz do festival Que Jazz É Este?
Cartaz do festival Que Jazz É Este?

Um festival que transforma a cidade num laboratório artístico

Ao longo dos anos, o Que Jazz É Este? apresentou-se como um dos festivais mais singulares do panorama nacional, apostando na criação de experiências de proximidade entre artistas, cidade e público.

Que Jazz É Este? regressa assim a Viseu mantendo entrada livre para todas as atividades, com apelo ao “donativo consciente”, este festival reforça a ideia de que a cultura deve ser acessível sem deixar de valorizar o trabalho artístico. Não percas!

Instagram: @quejazzeeste | Facebook: /quejazzeeste

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A maestrina portuguesa Jo Maia assina a curadoria do “Meditation Concert”, que no próximo dia 30 de maio transforma a Kulturkirche Nikodemus, em Berlim, num espaço onde a experiência de ouvir música clássica é reinventada. Aqui, o público é convidado a entrar literalmente dentro da própria música.

Num mundo marcado pelo excesso de estímulos, velocidade e ansiedade, este projeto curado pela maestrina Jo Maia nasce como um espaço seguro onde as pessoas possam desligar-se do quotidiano e reconectarem-se consigo próprias.

Experiência sem barreiras

“Meditation Concert” procura transformar a forma tradicional como se assiste a um concerto. Esqueçe as filas e um público completamente separado da orquestra, pois os músicos da Fuchstruppe Orchestra e Koala Choir Berlin distribuem-se por toda a igreja, gerando uma envolvência sonora de 360 graus pelo espaço, fazendo com que cada pessoa presente sinta a música em si mesma.

Este conceito apela à total liberdade, visto que, o público pode ainda fechar os olhos, deitar-se no chão, sentar-se confortavelmente, meditar, cantar, respirar profundamente ou simplesmente deixar-se levar pela experiência.

Para melhorar e adensar esta imersão, o ambiente visual e iluminação foram pensados crucialmente. Luzes suaves, velas elétricas, projeções subtis e uma atmosfera acolhedora ajudam o espaço a ser transformado num santuário de tranquilidade e reconexão. Também o reportório foi cuidadosamente preparado pelos grupos de participantes, ganhando vida através da improvisação em tempo real.

Jo Maia: De Vila do Conde para os palcos de Berlim

No epicentro da criação deste conceito inovador do “Meditation Concert”, está Jo Maia. Natural de Vila do Conde, a maestrina portuguesa tem construido uma carreira sólida na música sem barreiras e para públicos diversificados.

Durante vários anos aprimorou as suas capacidades de direção, a trabalhar como diretora do coro em Portugal, impulsionando vários projetos comunitários, contudo o seu compromisso sempre foi a excelência musical e rumou à Atlantic Coast International Conducting Academy, tendo como tutores Luís Miguel Clemente e Colin Metters.

O seu percurso a nível internacional passa também por diversos cursos de aperfeiçoamento com maestros de renome, como Uros Lajovic, Nikolay Lalov, Ernst Schelle, José Eduardo Gomes, Toby Purser e Sasha Mäkilä, que a levaram a dirigir formações internacionais como a Berlin Sinfonietta, a Orquestra Sinfónica de Dubrovnik e a Orquestra Metropolitana de Helsínquia.

Radicada em Berlim desde 2021, Jo Maia tem deixado uma marca na comunidade local, dedicando-se à música amadora e profissional com a Orquestra Comunitária Fuchstruppe, o Koala Choir Berlin e o Capychoir. Desde 2024 que trabalha regularmente com a Neueskammerorchester Berlin, trazendo a palco os compositores esquecidos, através da pesquisa e programas inovadores.

Cartaz do "Meditation Concert", curado pela maestrina Jo Maia
Cartaz do “Meditation Concert”, curado pela maestrina Jo Maia

“Meditation Concert”

Este projeto inovador irá acontecer no próximo dia 30 de maio às 18h na Kulturkirche Nikodemus em Berlim. Este é um concerto meditativo sobre a curadoria de Jo Maia com a Fuchstruppe Orchestra e Koala Choir Berlin.

Se quiseres um momento de paz, reencontro e meditação, o “Meditation Concert” é uma ótima oportunidade para ti, não percas! Podes ver mais informações sobre este concerto meditativo no seguinte link.

Instagram: @jo_maia_music

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O projeto Capítulo continua desde o ano passado a viagem pelo universo de artistas que transformaram a forma como ouvimos e sentimos a música e a criação visual. Em cada capítulo são desafiados artistas a dialogar com legados históricos, lançando sempre a mesma pergunta, “como soaria um disco seu nos dias de hoje? Como seria a capa desse disco?”.

Depois da abertura inicial adiada devido aos impactos da tempestade Kristin na região de Leiria, o Capítulo #5 regressa agora com força ao Museu de Leiria, começando no dia 29 de Maio. A exposição estará por um período exclusivo e mais curto, até ao dia 4 de julho, oferecendo uma oportunidade única de experienciar na intimidade de uma das figuras mais marcantes do panorama alternativo mundial: Daniel Johnston (1961-2019).

Daniel Johnston pela visão de Leonardo Pinto

Daniel Johnston foi um artista norte-americano que transformou a vulnerabilidade, a honestidade brutal e a sua imperfeição na sua maior força e linguagem. Na margem destas normas, gravou cassetes caseiras, desenhou obsessivamente e desenvolveu música direta e emotiva. O seu arquivo pessoal conta com cerca de 15.000 desenhos, 150 jornais e milhares de horas de gravação.

Para reinterpretar este universo, o Capítulo convidou Leonardo Pinto (@thispage). Nascido em 2008 em Pombal, o jovem músico e artista visual conta já com diversos prémios de banda desenhada e curtas-metragens.

Sobre a ligação com Daniel Johnston, o artista partilha, “Daniel Johnston inspirou-me pelo modo como ele construía as suas músicas e comunicava as suas visões do mundo e os seus conflitos pessoais e imaginários, criando um universo paralelo dentro das suas músicas… Ele entendia profundamente a Humanidade e escreveu, para mim, as músicas mais honestas, mais puras e mais belas que existem.”

Leonardo Pinto, @thispage
Leonardo Pinto, @thispage

O diálogo artístico

Na sala do Capítulo, o público será exposto ao cruzamento de linguagens visuais e musicais desenvolvidas por Leonardo Pinto, inspiradas diretamente na estética e nos temas mais emblemáticos de Daniel Johnston, como saúde mental, amor e luta entre o bem e o mal.

Na parte visual, Leonardo Pinto instala o “2026”, baseado a nível estético na capa do álbum “1990”. O artista criou 30 ilustrações, um quadro e uma instalação física. O projeto conta ainda com uma vertente mais digital, onde um boneco tridimensional com uma guitarra foi animado para interagir diretamente com o espaço da instalação.

Na vertente sonora, explora-se o amor na forma como os criadores usam e abusam da sua inspiração deixada por amores. O foco viaja até à relação de Daniel Johnston com a sua musa, Laurie, personificada na célebre frase, “She inspired a 1000 songs, and then I knew, I was an artist”.

Conversa e Concerto ao Vivo

O ponto alto desta homenagem acontece no dia 31 de maio às 18h30, no Museu de Leiria.

O programa começa com uma conversa aberta entre Leonardo Pinto e o curador Hugo Ferreira, onde se irá refletir sobre os processos de criação, a influência e a relação entre a vulnerabilidade e arte. Logo de seguida, Leonardo apresenta-se ao vivo a interpretar o seu projeto musical, “Daniel Johnston talked to me”, imaginando como poderia ser um disco de Johnston em 2026.

Cartaz do Capítulo #5 dedicado a Daniel Johnston
Cartaz do Capítulo #5 dedicado a Daniel Johnston

Próximos capítulos

A entrada para o evento é gratuita, mas encontra-se sujeita a inscrição prévia através dos seguintes: museudeleiria@cm-leiria.pt e o telefone 244 839 677.

O Capítulo #5 marca assim o início do ciclo de 2026, que continuará com novas homenagens a diversos artistas desde Alice Coltrane, Miriam Makeba e Jorge Peixinho. Este projeto é uma iniciativa da CCER MAIS, CRL com coprodução do Museu de Leiria e cofinanciado pela Direção Geral das Artes e Município de Leiria.

Se não quiseres perder estes capítulos inscreve-te e mergulha nestes novos universos!

Omnichord – Instagram: @omnichord.pt | Facebook: @omnichord.pt

Museu de Leiria – Instagram: @__museudeleiria__ | Facebook: @MuseuDeLeiria

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O festival Emersivo que estreou no ano passado com a missão de cruzar territórios e linguagens artísticas está novamente de volta. A segunda edição deste festival itinerante arranca já no próximo dia 22 de maio, tendo como início a Casa do Artista Amador, em Vila Nova de Famalicão.

O Emersivo rapidamente teve destaque no panorama nacional pela descentralização da cultura e a aposta em encontros inesperados. No seu ano de estreia, em 2025, o festival percorreu o país de norte a sul, ligando o Louro em Vila Nova de Famalicão a Vila Ruiva em Cuba, no Alentejo e ainda ao sul, precisamente na cidade de Faro, criando pontes entre várias artes como música, palavra e práticas híbridas.

Revelação de um novo ciclo

Esta primeira paragem em Vila Nova de Famalicão não serve apenas para dar início a mais uma edição, pois este momento vai servir para desvendar as próximas paragens do itinerário nacional e ainda revelar os 17 artistas revelados para integrar a programação deste ano. Artistas escolhidos a partir de centenas de candidaturas que responderam à open call do festival.

Para o dia 22 de maio, o alinhamento promete a diversidade estética comum e a irreverência do Emersivo, dividindo-se entre estreias absolutas e projetos que deixaram marca na edição passada, como atuações de Daphné Chenel já conhecida do público com novos temas, Vértebra para os amantes das palavras e Mirage People, que regressam com música eletrónica e contam com passagens por palcos de renome como o Summerstage em Nova Iorque.

Alguns dos nomes selecionados da open call são Dani Ela, do Norte que em 2025, lançou o seu primeiro álbum, “Lullabies for Lonely People”. Já Mind Mojo, também selecionados, vêm de Lisboa para apresentar o seu álbum “Keep Your Spirits Up”, um cruzamento de vários estilos musicais que é resultado de um processo coletivo desenvolvido ao longo de três anos.

Nova edição do Emersivo

Mais do que simples concertos, este festival afirma-se como um marco na descentralização da cultura, criando espaços seguros onde os artistas não sentem o público distante. Se não queres perder o nascimento desta segunda edição e descobrir onde vai passar a “caravana” do festival Emersivo, o ponto de encontro é a Casa do Artista Amador, em Famalicão, já neste dia 22 de maio.

Os bilhetes são limitados, por isso garante já o teu lugar neste link e vem emergir neste festival!

Instagram: @emersivofestival | Site oficial: emersivo.pt

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Entre os dias 1 e 5 de julho, a já famosa aldeia das Fontes, em Leiria, acolhe mais uma edição do Nascentes. Este sendo um festival que desagua num ritmo muito próprio e que é feito à medida de quem o imagina, de quem o levanta e de quem o vive.

Este projeto volta a afirmar-se como um espaço de partilha, onde a arte funciona como um lugar de encontro, escuta e transformação entre diferentes culturas e emoções, por isso a programação do Nascentes reflete essa mesma visão.

Aqui em baixo fica o teaser promocional para este ano!

Do íntimo aos ritmos globais

O cartaz do Nascentes deste ano reflete uma visão abrangente, pois o festival propõe um percurso entre a tradição, eletrónica, jazz, psicadelismo a ainda música ritual. Esta viagem musical diversa divide-se entre vários aspetos e artistas.

O festival começa com concertos mais contemplativos dos suecos e dinamarqueses BITOI, que exploram o equilíbrio entre o baixo elétrico e um trio de vozes. Concertos que contam ainda com a sul-corena Dasom Baek, que cria e cruza instrumentos tradicionais coreanos com eletrônica experimental.

A energia e dança surge com o psicadelismo e eletricidade punk dos Elektro Hafiz, uma fusão de heranças turcas e alemãs, contudo o projeto colombiano INDUS, de Óscar Alford, que mistura ritmos afro-caribenhos e a eletrônica experimental, não deixam ninguém ficar quieto. Juntam-se ainda os britânicos MADMADMAD, cuja música é ideal para “bater o pé”.

Urgência da improvisação

Contudo, a improvisação ganha palco no Nascentes. Os portugueses, PLAKA trabalham ritmos inspirados em diferentes tradições do mundo, enquanto os britânicos Vipertime levam o jazz para territórios como o groove, afrobeat e o pós-punk que unidos criam uma liberdade única ao vivo.

Nas atuações noturnas do Nascentes, conta-se com a energia caótica do punk dos portugueses Sunflowers que se cruza com a celebração identitária e roots de La Familia Gitana. Por esse mesmo palco, passam ainda nomes como os japoneses WaqWaq Kingdom e os catalões ZA!. Este entusiamo é partilhado com o lendário Conjunto Contratempo, banda mítica cabo-verdiana nascida no Cacém nos anos 80, que traz o seu funaná ousado e para não sair da pista de dança.

De outras formas

Nascentes estende-se ainda com outras formas de descoberta e encontro, contando com momentos de participação, escuta e criação partilhada pensados para todas as idades. Alguns dos projetos são a residência artística do reencontro entre Carincur & João Pedro Fonseca e o Coro das Fontes, num trabalho entre vozes, território e comunidade.

Para além dos concertos e residências, o festival contara com passeios sonoros guiados por Luís Antero, diversas oficinas infanto-juvenis e os habituais espaços de discos e petiscos, criando o ambiente perfeito para parar, experimentar e usufruir em conjunto.

Cartaz do Festival Nascentes 2026 em Fontes, Leiria.
Cartaz do Festival Nascentes 2026 em Fontes, Leiria.

Nascentes: Pessoas que tornam a aldeia num palco

Este festival só é possível pelo esforço coletivo dos próprios habitantes da aldeia. Ao longo dos dias, são as casas, jardins, hortas, espaços abertos por Fontes que tornam e dão forma ao Nascentes.

O festival só existe porque é feito a várias mãos, mãos que acompanham, orientam, apoiam e abrem caminho. Mãos que partilham esforço, pensamento e cuidado. São as mãos da gente de Fontes, que tornam possível que tudo aconteça com uma proximidade tão própria e natural, e é nesse gesto coletivo que é encontrado uma das forças mais importantes da criação artística e da própria comunidade.

Humanidade e Vulnerabilidade

O festival Nascentes nasce desta dimensão profundamente humana e de uma vulnerabilidade de cuidar, criar e resistir em conjunto, pois a mão que ampara é também a mão que impulsiona e a que ajuda a levantar, a experimentar, a falhar e a continuar.

Entre o dia 1 e 5 de julho, não percas a edição de 2026 do Nascentes, na aldeia das Fontes em Leiria!

Instagram: @nascentes_fontes

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Os Birds Are Indie estão de regresso com o sétimo álbum de originais. O trio conimbricense acaba de editar “The Stone of Madness”, um novo registo que funciona como a metade que faltava ao aclamado “Ones & Zeros” (2023). Se o antigo álbum olhava para o exterior, sobretudo para as fraturas do mundo contemporâneo, este novo projeto abraça o íntimo, onde o conflito deixa de ser coletivo e passa a ser interno.

“The Stone of Madness” encontra-se já disponível em CD, vinil e em todas as plataformas digitais. Para este lançamento, os Birds Are Indie escolheram dois singles, “Not Today” e “I Could Laugh”. Podes ver e ouvir “Not Today” em baixo.

“The Stone of Madness”: Bússolas & Compassos

“Not Today”, single de avanço que funciona como uma bússola para a atmosfera deste álbum, revela-nos repetição, tensão sob controlo, e uma pulsação que marca o tema e traduz a essência perfeita do adiamento e suspensão que atravessa o álbum inteiro.

“I Could Laugh” é um single que chega de outro lugar. Inicialmente existe uma leveza aparente, contudo a música esconde uma enorme densidade interior, pois este riso do título posiciona-se do que resta depois de uma clareza e discernimento que a experiência traz.

Ao longo das 10 faixas de “The Stone of Madness”, Ricardo Jerónimo, Joana Corker e Henrique Toscano movem-se entre a eletrónica e a instrumentação orgânica. Esta narrativa surge em faixas como “Useless Effort”, que fixa a imagem de uma flor no deserto que vive sobre uma permanente tensão e “Le Bec dans l’Eau”, onde o ouvinte prolonga esta ideia de aproximação constante, sem nunca chegar.

O projeto ganha um lado físico maior em “Bend”, ao passo que “No More Alibis” e “Twisted Luck” expõem o desvio sem nunca recorrer ao drama. Na reta final do álbum surge “Time and Again” que insiste na impossibilidade de fechar o que fica aberto, mantendo terreno para “When Something Changes”, que encerra o álbum a encarar a mudança como algo inevitável.

A própria banda resume a energia de “The Stone of Madness”: “it’s only pop & roll but we like it”.

Capa do álbum "The Stone of Madness", dos Birds Are Indie
Capa do álbum “The Stone of Madness”, dos Birds Are Indie

Alinhamento de “The Stone of Madness” dos Birds Are Indie

  1. Not today
  2. Useless effort
  3. I could laugh
  4. Le bec dans l’eau
  5. Gold and symmetry
  6. Bend
  7. No more alibis
  8. Twisted luck
  9. Time and again
  10. When something changes

Da estrada para o estúdio e de novo para os palcos

“The Stone of Madness” é um álbum com ADN de estrada, visto que o mesmo nasceu em palco na digressão do antigo álbum “Ones & Zeros”. As músicas nasceram ao longo destes três anos na estrada, incorporando assim a energia do palco antes de se fixarem em estúdio.

Digressão de apresentação já começou no Porto, no Maus Hábitos, contudo vai cruzar o país de norte a sul. Confere aqui as próximas datas:

Novo registo dos Birds Are Indie

Os Birds Are Indie trazem-nos um registo mais desafiante e intimista, contudo a banda prova que a verdadeira maturidade artística passa pela coragem de olhar para nós. “The Stone of Madness” não é só mais um projeto, mas um álbum de estrada que ganha uma nova vida nos palcos nacionais.

Garante o teu lugar num destes concertos e não percas a oportunidade de mergulhar neste universo do trio de Coimbra e ouve já o novo projeto “The Stone of Madness” em todas as plataformas digitais.

Instagram: @birdsareindie

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Sondre Lerche está de regresso a Portugal no final do ano para apresentar o seu novo álbum, “Acrobats” que tem lançamento marcado para o verão. O músico norueguês atua em novembro em Lisboa, Aveiro e Arcos de Valdevez, concertos que marcam o arranque para a sua digressão a solo que também passa pelos Estados Unidos da América, tudo num formato intimista de voz, guitarras e histórias da sua carreira.

Fica o single “Little Kids” de Sondre Lerche em baixo para veres e ouvires!

“Little Kids” já antecipa o novo álbum

O tema “Little Kids” foi recentemente lançado nas plataformas digitais do costume e é a mais recente amostra do álbum “Acrobats”, a nova canção volta a mostrar o lado mais delicado e narrativo de Sondre Lerche e cruza o indie pop, folk, jazz e songwriting clássico, territórios que o músico explora desde o início da sua carreira.

“Acrobats” será o 11º álbum de Sondre Lerche e contará com oito temas, o álbum foi gravado em nove estúdios diferentes e surge como uma continuação mais sóbria de “Avatars of Love”, mas mantendo intacta a intensidade emocional do artista.

Portugal recebe os primeiros concertos da digressão

Portugal será o ponto de partida para a nova digressão de Sondre Lerche, com três datas já confirmadas:

· 12 de novembro pelas 21h30, Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa – Campus de Campolide

· 13 de novembro pelas 21h30, Teatro Aveirense

· 14 de novembro pelas 22h00, Casa das Artes de Arcos de Valdevez

Sondre Lerche, Cartaz da Tour "Acrobats '26" em Portugal
Sondre Lerche, Cartaz da Tour “Acrobats ’26” em Portugal

Mais de duas décadas a reinventar a pop alternativa europeia

Reconhecido pela capacidade de misturar diferentes estilos musicais, Sondre Lerche construiu uma carreira marcada pela constante reinvenção artística. Ao longo dos anos, colaborou com nomes como Aurora, Felicia Douglass dos Dirty Projectors e o músico brasileiro Rodrigo Alarcon.

O artista estreou-se ainda na adolescência com “Faces Down”, em 2011 e recentemente integrou também a produção norueguesa de “Moulin Rouge! The Musical”, onde interpretou a personagem Christian.

Instagram: @sondrelerche

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A 6 de Junho, o Hard Club no Porto recebe a primeira edição de The Ark Sessions, um novo conjunto de projetos dedicados à música eletrónica, industrial, experimental e dark. A estreia será na sala 2 do espaço e o evento apresenta-se como uma experiência contínua e imersiva, onde som, ambiente e corpo ocupam o mesmo plano.

Uma pista inspirada no underground berlinense

Inspirado pela estética e pelas dinâmicas culturais de cidades como Berlim, The Ark Sessions nasce com a intenção de criar um espaço alternativo dentro da programação underground.

Ao longo da noite, passam por lá atuações como XØ9Z, The Dick Tator, Dukkha Suspension Team, RØSE, Gabci, Noxin e Caiid num alinhamento que cruza DJ sets, live acts e performance ao vivo.

O corpo faz parte da narrativa

The Ark Sessions não se limita só à música. A componente visual e performativa assume um papel central no conceito do evento, com práticas de body art e suspensão integradas no próprio espaço.

A identidade visual do espaço acompanha uma ideia minimalista, industrial e escura e mais do que elementos decorativos, estas intervenções fazem parte da narrativa da noite e ajudam a construir uma experiência sensorial onde o público deixa de ser apenas observador para passar a integrar o ambiente.

O lado menos convencional da eletrónica

Com início às 23h00 e fim às 4h00, The Ark Sessions assume-se como uma nova plataforma dedicada à exploração de linguagens sonoras e visuais fora dos formatos mais convencionais. A organização pretende que esta primeira edição seja o arranque de um projeto contínuo dentro da “cena alternativa nacional”.

Os bilhetes já estão disponíveis através da plataforma Shotgun, não percas!

Instagram: @thearksessions

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Shakira juntou-se ao cantor nigeriano Burna Boy e voltou ao universo do futebol com “Dai Dai”, a música oficial do Mundial 2026 lançada a dia 14 de maio. Com influências de afrobeats, dance-pop, reggaetón e sonoridades globais, a música cruza os estilos dos dois artistas numa música criada para acompanhar o ambiente do Mundial 2026.

Uma música cheia de referências ao futebol

Ao longo de “Dai Dai”, Shakira e Burna Boy fazem referência a alguns dos maiores nomes do futebol, incluindo Maradona, Maldini, Romário, Cristiano Ronaldo, Beckham, Kaká e Messi. A música menciona ainda vários países participantes, como Brasil, Argentina, Colômbia, Estados Unidos e Holanda.

Está já é a segunda vez que Shakira participa no Mundial musicalmente, depois de “Waka Waka”, lançada para o torneio em 2010, realizado na África do Sul. O tema tornou-se um fenómeno global e alcançou destaque em várias tabelas internacionais da Billboard, incluindo Billboard Hot Latin Songs, Latin Airplay e Latin Pop Airplay.

O pontapé de saída do Mundial 2026 é em junho

O Mundial 2026 arranca a 11 de junho no Estádio Azteca, na Cidade do México e termina a 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. Segundo informações já divulgadas, a cantora irá ainda participar no espetáculo do intervalo da final ao lado de Madonna e os BTS.

Instagram: @shakira

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Chegou às plataformas digitais, o novo álbum de estúdio de Nenny, “ID”. Um trabalho que não se considera uma coleção de faixas, pois é o documento de identificação e manifesto de maturidade de uma das artistas que cada vez ganha mais destaque a nível nacional.

Marlene Tavares, nascida em 2002 e criada no bairro de Vialonga, já não precisa sequer de apresentações, contudo se o público já a conhecia de cor, em “ID” a artista convida a cada um de nós olhar para além dessa superfície.

Nenny: Evolução de um fenómeno

Parece que foi ontem que uma jovem de 17 anos lançou uma sequência impossível de êxitos desde “Sushi”, “Bússola”, “Tequila” e “Dona Maria” que consolidava agilidade enquanto rapper, perspicácia para cada melodia e ainda uma escrita de sensibilidade apurada. Nenny chega agora aos 23 anos com as suas habilidades sofisticadas e melhoradas por este percurso de sucesso.

“Ganhei muita maturidade ao longo dos anos e consegui reinventar-me, ser a artista que sempre quis ser”, diz Nenny, de um álbum que condensa “as experiências que eu tive, os desejos que tenho, mas também o que ainda sonho conquistar”.

Depois de um percurso nacional de sucesso, a sua carreira bateu metas e passou a internacional, com passagens históricas pelo NPR Tiny Desk e pelo A COLORS SHOW, além de três nomeações para os Prémios Play, Nenny assina agora uma obra que a mantém firmemente no topo.

Autobiografia de manifesto e raízes

“ID” fita as categorias tradicionais com imensa destreza. O álbum é também uma chamada de atenção a um sistema que tantas vezes tenta limitar a identidade dos artistas e Nenny responde com música sem rótulos.

Dentro do álbum, “Fácil” é um dos grandes pontos altos. Entre o ritmo do rap, Nenny lembra a origem das suas músicas, como refere, “O ADN destas músicas todas vem de várias comunidades negras na diáspora”, afirmando ainda a artista a necessidade de reconhecermos a história da negritude na nossa sociedade.

“O ADN da música é preto, seja pop, rock, fado, eu faço porque o ADN da música é preto” (letra de “Fácil”)

Noutras faixas como “Onde Eu Cresci”, o balanço da guitarra, cavaquinho e acordeão ensinam a festejar as saudades da nossa árvore genealógica e das raízes do nosso povo, neste caso de Cabo Verde. Aqui, Nenny junta-se a vozes conhecidas e veteranas como Lura e Bluay.

“Eu Quero um Preto” não pode ficar impune por ter sido o fenómeno e sensação viral nas redes sociais. Música com um refrão que fica na cabeça e uma prova que não é preciso acelerar o ritmo para prender a atenção de quem ouve.

Vulnerabilidade e o Superpoder

Nenny também não foge aos temas mais emocionais e despidos. Em “Hero”, uma daquelas baladas para cantar de isqueiro na mão fala-nos da solidão transformada num superpoder. Também a faixa que encerra o álbum, “Sarar”, mostra como as cicatrizes de um coração partido são encaradas como passos necessários em direção a um bem maior.

E para quem achou que Nenny abrandou em “ID” enganou-se, pois em “That Girl”, a artista autoproclama-se com atitude de uma estrela. Para além destas faixas, o álbum conta ainda com colaborações de luxo que levam cada música a outro patamar, como Carla Prata, Wet Bed Gang, Bispo e Jota.pê.

Nenny, capa do álbum “ID”

Alinhamento de “ID”

  1. Intro
  2. ID
  3. Tiki Taka
  4. Onde Eu Cresci (feat. Lura & Bluay)
  5. Sdds
  6. Não Me Fales (feat. Wet Bed Gang)
  7. Eu Quero Um Preto
  8. Fácil
  9. That Girl
  10. Parabéns (feat. Jotapê)
  11. Dá Me O Toque (feat. Carla Prata)
  12. Deja Vu (feat. Bispo)
  13. Prioridade
  14. Hero
  15. Sarar

Identificação

Em “ID” não existe um refrão que não seja orelhudo, uma vocalização fora do sítio ou um verso desajeitado. Se já sabíamos que Nenny era capaz enquanto perfomer e compositora de êxitos, agora com este trabalho legitima-se a uma obra de uma artista completa, com visão a longo prazo.

O cartão de “identidade” está estreado e não deixa margem para qualquer dúvida: “Here’s my ID: N-E-N-N-Y, that’s me”. Para Nenny o mundo é o limite! “ID” de Nenny já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, não percas!

Instagram: @nenny__on

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A cantora e compositora portuguesa Natacha Duarte acaba de lançar o single “Espaço Vazio”. Este tema surge como um capítulo do seu mais recente projeto “VOAR”, um álbum que se encontra atualmente em desenvolvimento e onde cada faixa irá representar uma fase distinta de um percurso emocional amplo.

O single é acompanhado por um videoclipe oficial filmado em Cascais em março de 2026. Se queres ver e ouvir “Espaço Vazio” de Natacha Duarte, fica aqui!

O silêncio que muda

O foco deste novo single são as relações que não terminam com um fim óbvio e claro, mas acabam através do silêncio, do afastamento e da falta de confrontos. A música considera-se um retrato profundo sobre a dificuldade de compreender o que sobrou depois das “não-respostas” ou do fim.

“Espaço Vazio” fala daquele momento em que alguém se afasta sem explicar e tu ficas a tentar perceber o que aconteceu. Não há um fim, só silêncio. E isso muda tudo cá dentro”, como refere Natacha Duarte.

Manifesto por trás do projeto

Sob o lema de Natacha Duarte, “dar nome ao que dói é o primeiro passo para voar”, constrói-se uma narrativa musical que nasce dessa necessidade de dar nome aos diversos processos emocionais que vivemos em silêncio. O projeto desenha um movimento em linha reta que vai desde temas como saúde mental, traumas e relações.

Dentro de “VOAR”, cada uma das faixas será um capítulo. VOAR representa este início de libertação. Este capítulo iniciou e ganhou vida em outubro de 2025, num evento de apresentação em Sintra que reuniu cerca de 150 pessoas.

À Espera é o segundo capítulo que retrata o tempo suspenso, explorando a ausência e a negação e sobretudo a sensação que vivemos quando alguém já não está. Este novo single “Espaço Vazio” aprofunda o impacto da rutura e perda de identidade quando alguém se afasta.

Próximos capítulos de “VOAR”

Nas próximas faixas podemos esperar temas como “Abraço” que fala da coragem de não nos medirmos pelos outros, e ainda “Brilho” sobre o regresso a quem somos e a quem ficou depois de tudo. Em 2026, Natacha Duarte reserva grandes momentos de proximidade com o público. Estes momentos reservam experiência imersivas onde música, imagem e emoção se unem.

Já no mês de maio contacom a realização de um concerto integrado para as apresentações dos novos singles e em final de outubro um espetáculo oficial de lançamento do álbum completo “VOAR”. Este projeto de Natacha Duarte é muito mais que um simples trabalho. As letras possuem uma capacidade única de entrar diretamente no coração de quem as ouve.

Para qualquer pessoa que já passou por estas emoções, “Espaço Vazio” deixa apenas de ser só uma música. Transforma-se num espelho nosso e num abraço, mostrando que mesmo estando no chão o único caminho possível é voltarmos a “VOAR”. Não percas!

Instagram: @_natachaduarte

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O Super Bock Club regressa ao Coala Festival e volta a ser um dos espaços mais livres e imprevisíveis do festival. Nos dias 30 e 31 de maio este palco dedicado à eletrónica regressa ao Hipódromo Manuel Possolo em Cascais com uma programação onde a batida se mistura com as diversas coreografias improváveis de cada um – e claro, cerveja fresca.

Batidas globais e novas linguagens

A equipa de curadoria conta com Kalaf Espalanga dos Buraka Som Sistema volta a reunir um alinhamento que reflete a diversidade das pistas de dança atuais e reúne artistas de diferentes origens.

No dia 30 de maio, o palco recebe S4DO, FVBRICIA, DJ Danifox, Indi Mateta, SoundPreta e Gayance. Já no dia 31 de maio, a programação continua com bieu s2, Chima Isaaro, Rita Maia, Maribell, Banu e Idiesa.

Coala Festival
Coala Festival

“Um espaço de descoberta, encontro e convívio”

Para Bruno Albuquerque, Diretor de Marketing do Super Bock Group, a presença do Super Bock Club no festival reforça a ligação da marca à música e à diversidade cultural.

“O palco do Super Bock reforça este posicionamento como um espaço de descoberta, encontro e convívio, ampliando a experiência do festival” afirma Bruno Albuquerque.

O responsável acrescenta ainda que a Super Bock, “sendo a marca nº1 da música, tem vindo a construir uma relação consistente com artistas, festivais e públicos, promovendo a criação artística, a proximidade e a música como espaço de partilha, expressão cultural e convívio”.

O Coala Festival continua a apostar na diversidade

Com mais de uma década de história, o Coala Festival consolidou-se como um dos festivais mais relevantes dedicados à música em língua portuguesa. O evento mantém a ideia de criar pontes entre Brasil, Portugal e África (PALOPs), juntando artistas e públicos com muita diversidade cultural e incentivando à partilha da mesma.

A edição de 2026 volta a puxar esse fio invisível entre geografias e identidades, mas sem o fazer de forma arrumadinha. Do lado português, Slow J aparece nesse lugar híbrido onde tudo se mistura – de línguas, a referências e vivências.

Cartaz do Coala Festival
Cartaz do Coala Festival

De Angola, Bonga traz-nos a história, resistência e ritmo a bater fundo. Do Brasil, o espectro abre-se sem pedir licença, desde Caetano Veloso a Lulu Santos, de João Gomes a Marina Sena, passando pela estranheza bonita de Ana Frango Elétrico e Zé Ibarra, tudo coexiste sem precisar de encaixar.

Pelo meio, Zeca Veloso e o olhar eletrónico de Branko, com Tuyo, ajudam a baralhar ainda mais as linhas, como se a música estivesse constantemente a reescrever-se em tempo real.

A terceira edição do festival em Portugal acontece novamente em Cascais, os passes VIP já se encontram esgotados, mas ainda é possível garantir presença com bilhetes diários, e o passe geral de dois dias que ainda estão disponíveis.

Instagram: @coalafestival.pt | Site Oficial: coalafestival.pt

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O músico e cantautor Rui Taipa acaba de revelar o seu mais recente projeto, o EP “O MEDO SOMOS NÓS”, que marca uma rutura estética na sua carreira. Ao abandonar a guitarra acústica em favor da guitarra elétrica, o artista propõe uma mistura inesperada entre o rock e as raízes da música tradicional portuguesa.

Após o lançamento dos temas “A Gente”, “Pássaros” e o mais recente “Quando eu me for” que marcaram a sua sonoridade anterior e abriram portas a este EP, Rui Taipa prepara-se então para este novo passo mais ousado.

Fica “O Medo (Somos Nós)” de Rui Taipa em baixo para ouvires.

“O MEDO SOMOS NÓS” a 220v

2026 marca o regresso de Rui Taipa aos álbuns com o seu novo EP intitulado de “O MEDO SOMOS NÓS”, retirado do verso central do projeto e da primeira parte do álbum que será revelado em duas partes. Esta estratégia de lançamento convida-nos a emergir na narrativa, antes da conclusão do álbum.

A grande novidade é na sonoridade deste EP. Rui Taipa, habitualmente associado a uma vertente mais acústica, abraça agora esta “urgência da eletricidade” com 5 faixas alimentadas a 220v. Contudo, esta nova fase não apaga o passado, antes olha para ele de frente e transporta-o no imaginário, pois o soar das guitarras elétricas é equilibrado com a inclusão de diversos instrumentos tradicionais portugueses.

Este novo álbum, “O MEDO SOMOS NÓS”, surge da necessidade do artista explorar e exorcizar os fantasmas. É um olhar às origens de Rui Taipa, às suas fragilidades, onde a sensibilidade da voz e da sua escrita fundem-se com os dilemas do cidadão comum.

Como refere Rui Taipa, “Este disco não tenta ser algo que não é. É o resultado natural de anos a escrever, a tocar e a filtrar o que realmente importa. É um trabalho de honestidade e de procura por uma sonoridade que finalmente sinto como minha, ao mesmo tempo que exponho as minhas fragilidades.”

Rui Taipa, capa do álbum "O Medo Somos Nós". Créditos capa: @bafodepeixe, Instagram
Rui Taipa, capa do álbum “O Medo Somos Nós”. Créditos capa: @bafodepeixe, Instagram

Alinhamento da 1º parte de “O MEDO SOMOS NÓS”

  1. O Mar
  2. Pássaros
  3. Quando eu me For
  4. O Medo (Somos Nós)
  5. Rebanhos

A primeira de duas partes

Com este novo horizonte traçado e uma estética sonora já vincada e maturada, Rui Taipa prepara a sua agenda de concertos para 2026, mostrando-nos uma faceta diferente do seu lado acústico habitual. A infusão de música tradicional portuguesa, aliada à versatilidade do artista e à sonoridade mais carregada e pesada que o Rock nos trás, reforça a curiosidade e expectativa para o que ainda aí vem.

“O MEDO SOMOS NÓS” de Rui Taipa já está disponível nas diversas plataformas digitais, não percas!

Instagram: @o_taipa | Facebook: @rtaipaoficial

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Peter Strange traz a banda sonora perfeita para os amantes de bom rock em português, com um toque mais intenso e visceral, no novo single “A Fúria”, disponível hoje, 15 de maio em todas as plataformas digitais, com estreia em simultâneo do videoclipe oficial no seu canal de YouTube.

Se procuravas um rock cantado em português, este tema promete não te deixar ficar indiferente. Por isso, se quiseres ver e ouvir fica aqui em baixo!

Grito de revolta contra a realidade atual

“A Fúria” faz jus ao nome, visto que estamos perante um rock rápido e memorável, impulsionado por guitarras arrojadas e harmonias fortes, com um refrão que cola à cabeça e convida a gritar com Peter Strange. Contudo, não é só a sonoridade que é intensa. O single traz um retrato sem filtros da atualidade atual, visto que, o artista aborda uma visão pessimista e cínica da atualidade, abordando a hipocrisia num cenário onde parece não existir saída.

É uma faixa que assume sem medos a identidade vincada de Peter Strange no panorama musical nacional.

Capa do single "A Fúria" de Peter Strange
Capa do single “A Fúria” de Peter Strange

Consolidação

Natural de Oeiras, Peter Strange não é uma cara nova na música nacional. Desde 2016 que o artista vem garantindo o seu caminho com diversas atuações como o Festival do Marisco (Olhão), Festa do Avante (Seixal), Festas de Sant’iago (Setúbal), Festival AgitÁgueda e o Bobadela Vila Rock.

Depois de alguns projetos entre 2020 e 2021 que culminaram num álbum de estreia “Equilibrium”, o músico iniciou em 2023 uma viragem ao lançar as suas primeiras músicas em português. Singles como “A Meu Lado”, “Brincar com a Mão” e “Contrarrelógio” que deram corpo ao muito elogiado segundo álbum, “Contraste”.

Peter Strange
Peter Strange

Em 2025 lançou o “Fim de Vida”, uma música mais vulnerável e emocional que mostra o lado mais exposto de Peter Strange. Neste ano, “A Fúria” inverte a marcha e traz uma faceta mais elétrica, madura e cheia de atitude.

Nova descarga de energia

“A Fúria” é assumidamente um grito de revolta e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. Podes também ver o seu videoclipe oficial que acompanha este regresso de Peter Strange ao bom rock português, não percas!

Instagram: @mrpeterstrange | Facebook: @peterstrangeoficial

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O artista multifacetado Bruno Pereira, sob o alter ego de Senhor Vulcão, lança esta sexta-feira, dia 15 de maio, o seu sexto álbum “Boca de Fogo”. Este lançamento que inclui o novo single e videoclipe “Dentes Tortos”, e será assinalado com concerto de apresentação na Casa Capitão.

Erupção de um disco

Escrito e vivido entre vários mundos, mas sobretudo entre a vivência crua da Buraca até à cidade que nunca dorme, Nova Iorque, “Boca de Fogo” é composto por 10 faixas e recusa rótulos, pois funde estilos desde poesia, rap, folk e punk.

Segundo o artista as canções nascem de contextos de “luz intermitente e espaços baldios”, mas afirmam-se como uma procura pela paz, união e autoconhecimento.

O single “Dentes Tortos”, serve como uma amostra prévia deste universo, pois reforça a dimensão da escrita de Senhor Vulcão, apresentando-se como uma música onde cada palavra é dita, cantada ou declamada com peso e significado.

Capa do álbum "Boca de Fogo", do Senhor Vulcão
Capa do álbum “Boca de Fogo”, do Senhor Vulcão

“Algo nunca visto em Portugal”

“Boca de Fogo” já circula entre figuras da música nacional, colhendo diversos elogios pela audácia e sofisticação. Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) refere que se trata de “algo nunca antes visto em Portugal”, sublinhando a forma como o disco cruza “folk, rap, punk e poesia inspirada na beat e em Pessoa”.

RAY sintetiza o seu eixo central: “os beats são de Nova Iorque, a poesia é da Buraca, o Senhor Vulcão é do mundo”. Também Afonso Rodrigues (Sean Riley) destaca a força do trabalho enquanto gesto de afirmação num tempo complexo, apontando a capacidade do artista para “chamar as coisas pelos nomes” e sublinhando uma produção “de enorme bom gosto e sofisticação”.

Alinhamento de “Boca de Fogo” de Senhor Vulcão

  1. Pombos e Gaivotas
  2. Meus Putos
  3. Boca de Fogo
  4. Novaiork
  5. Boy
  6. Chita
  7. Sete Sacos do Chinês
  8. Rock n Roll
  9. Dentes Tortos
  10. Clarão

Apresentação ao vivo

“Boca de Fogo” sai do digital no dia 5 de junho, na Casa Capitão em Lisboa. O concerto promete ser um espaço onde as palavras vão ganhar novo significado e a sua poesia mordaz irá certamente cativar a audiência, trazendo para o palco a tensão entre o íntimo e o coletivo que atravessa o disco.

Os bilhetes já se encontram disponíveis na plataforma DICE, se estiveres por perto não percas!

Senhor Vulcão. Crédito Fotografia: Paulo Romão Brás
Senhor Vulcão. Crédito Fotografia: Paulo Romão Brás

Do Design à Palavra

Senhor Vulcão cruza várias trajetórias na sua vida. Desde música, artes visuais e design de comunicação, já assinou direções criativas para nomes como Rita Redshoes e Ena Pá 2000, além de marcas internacionais como Nike e MTV.

Na literatura teve destaque no seu recente livro “Flor em Vaso não será Floresta” (2023) e prepara o lançamento do seu primeiro romance, “Carcaça” entre muitos outros que estão por vir.

Na música, tem vindo a afirmar-se com um excelente percurso autoral desde “Montanha” (2013). Ao longo dos seus diversos trabalhos, construiu uma linguagem própria enraizada na oralidade e exploração da língua portuguesa.

Erupção da “Boca de Fogo”

Com este novo álbum, Senhor Vulcão surge como uma das vozes mais independentes da cultura portuguesa. Entre consumos rápidos e “modas” passageiras, este artista cria um projeto denso e bastante necessário, onde a expressão artística se afirma como gesto de resistência e consciência crítica.

O Senhor Vulcão está de volta. E está em erupção!

Site Oficial: senhorvulcao.com | Instagram: @SenhorVulcao | Facebook: @SenhorVulcao

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Kactoslitos apresenta já esta sexta-feira, dia 15 de maio, o novo álbum “Find The Gold”, um trabalho que assinala um novo fôlego do projeto autoral de Lito Pedreira. O músico, produtor e compositor conhecido do público português pelo seu percurso como baterista em projetos de renome, propõem uma viagem sonora entre worldmusic, rock alternativo, eletrónica minimalista, ambientes experimentais e texturas emotivas.

Podes ouvir o single “Find the Gold” de Kactoslitos em baixo:

“Find the Gold”: Novo álbum

Depois de um ano criativo com o lançamento do EP “Losers” no início de 2025 e do álbum instrumental “Desert” no final do mesmo ano, o artista regressa agora com um trabalho que consolida a sua identidade sonora e abre caminho a uma fase mais intensa e emocional no seu percurso.

“Find the Gold” é um álbum que reúne temas originais e versões reinterpretadas de canções emblemáticas como “No Surprises”, “What a Wonderful World” e “Come Out and Play”.

A estética do álbum está profundamente ligada ao universo Kactoslitos, onde a palavra, voz e experimentação sonora são elementos centrais. São por isso exploradas várias frentes desde composições originais, versões de temas emblemáticos, paisagens sonoras eletrónicas e minimalistas com influências de vários estilos musicais.

Capa do álbum "Find the Gold" de Kactoslitos
Capa do álbum “Find the Gold” de Kactoslitos

Entre algumas faixas, “The World Upside Down” apresenta-se como um dos pontos centrais da narrativa do álbum, sendo totalmente original com letra e música de Lito Pedreira. Já “Pastor 2.0” assume um papel simbólico de uma nova interpretação de “Pastor” dos MadreDeus com participação especial de Miss Aniana e Cadi.

Estes dois momentos reforçam o equilíbrio entre a criação original e reinterpretação que define “Find The Gold”, ampliando a dimensão deste novo registo.

Para Lito Pedreira, este álbum é “mais do que um disco, é a continuação do universo Kactoslitos um manifesto íntimo e um marco na minha identidade artística”.

Alinhamento de “Find The Gold”

  1. Hurt (I)
  2. The World Upside Down
  3. No Surprises
  4. Hurt (II)
  5. Get Out
  6. Stranger on This Mirror
  7. Find the Gold
  8. Come Out and Play
  9. What a Wonderful World
  10. Pastor 2.0
  11. I Will Be Alright
  12. Right Where It Belongs

O ADN de Kactoslitos

Lito Pedreira, baterista, vocalista, compositor e produtor português apresenta músicas que falam da luta interna para encontrar o lugar no mundo. O artista cresceu numa família de músicos e encontrou aos 13 anos a sua paixão pela bateria tendo estudado com renomados bateristas. Participou assim em vários projetos como Amor Electro, Balla, Peace Revolution, Micro Audio Waves e muitos outros.

Kactoslitos, projecto de Lito Pedreira
Kactoslitos, projecto de Lito Pedreira

Com os Amor Electro, Lito conquistou um Disco de Platina com “Cai o Carmo e a Trindade”, acumulando milhões de visualizações no Youtube. Ele também foi reconhecido com o European Border Breakers Awards e os MTV Awards (Best Portuguese Act). Neste projeto, Lito Pedreira assume a voz principal e toda a produção, adotando uma vertente minimalista e fluída. Contudo, ao vivo apresenta-se em formato de trio.

Concerto de apresentação

Kactoslitos preparou um concerto especial para este novo álbum. O encontro está marcado para Lisboa e em palco o projeto promete uma noite com rock alternativo, eletrónica e world music e ainda convidados especiais e momentos únicos.

Entre o “kacto” e o “ouro”

“Find The Gold” de Kactoslitos chega às plataformas digitais hoje a 15 de maio e convida ao mergulho num universo onde o contraste é o ponto de partida. Entre a dureza do “kacto” e o brilho do “ouro”, o disco desenha um percurso feito de tensão e descoberta, originais e covers.

Mais do que um conjunto de canções, este novo trabalho afirma-se como uma viagem imersiva ao centro do universo Kactoslitos, um espaço onde a experimentação desafia o ouvinte a entrar e a permanecer. Não percas!

Instagram: @kactoslitos | Facebook: /kactoslitos

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J.MYSTERY foi confirmado como convidado especial para as primeiras partes dos concertos de Father John Misty em Portugal. O artista atua dia 1 de junho no Campo Pequeno em Lisboa e a 2 de junho no Coliseu do Porto, duas datas que marcam um novo capítulo do seu percurso artístico, pois leva agora o universo do seu novo single “Change” a novos públicos e a alguns dos principais palcos nacionais.

Podes ver e ouvir o tema “Change” em baixo.

A mudança começa com “Change”

Editado em março deste ano “Change” é o segundo avanço do próximo EP de J.MYSTERY e que segundo o artista “apresenta uma mudança estética, conceptual e emocional” no seu percurso.

“Esta canção nasce do desconforto de reconhecer que já não é possível ignorar o que está diante nós. Fala da indiferença e do silêncio, não com dureza, mas com a urgência de quem tenta despertar alguém antes que seja tarde”, afirma o artista.

“No seu núcleo, ‘Change’ é sobre responsabilidade e escolha”, explica J.MYSTERY, deixando uma pergunta em suspenso ao longo da canção, “Se sabes que podes fazer a diferença, como consegues continuar em silêncio?”.

Uma linguagem mais cinematográfica

A mudança não acontece apenas na música, o videoclipe de “Change”, realizado por André Tentugal, aprofunda uma estética mais cinematográfica e simbólica já presente em trabalhos anteriores.

A colaboração surge depois da nomeação de “Reverie” para melhor videoclipe nos Prémios Play 2025, reforçando o peso da componente visual a identidade artística de J.MYSTERY.

Rock alternativo e a pop eletrónica

J.MYSTERY tem vindo a construir um percurso musical assente no cruzamento entre o rock alternativo, pop eletrónica e atmosferas cinematográficas.

Depois do EP “A Safe Place”, editou em 2024 “Grow in The Dark”, trabalho que inclui temas como “Better Days”, “Breakdown”, “Everlasting Love”, “Reverie”, e “Grow”, vários deles com presença regular na rádio e na defunta MTV Portugal.

Já em 2025, o artista abriu uma nova etapa com “Scars On My Heart” e “Change”, aprofundando uma abordagem mais exposta e emocional, ao mesmo tempo que consolidou a sua presença internacional através do destaque em publicações como Wonderland e a Clash Magazine.

Father John Misty e J.MYSTERY. Poster dos concertos em Lisboa e no Porto, dia 1 e 2 de Junho de 2026 respectivamente.
Father John Misty e J.MYSTERY. Poster dos concertos em Lisboa e no Porto, dia 1 e 2 de Junho de 2026 respectivamente.

J.Mystery abre os concertos de Father John Misty

Se estiveres em Lisboa dia 1 de Junho, ou dia 2 de Junho no Porto, tens aqui a oportunidade de ver J.MYSTERY e Father John Misty ao vivo.

Quando tudo muda

É neste ponto de viragem que J.MYSTERY se afirma com mais clareza do que nunca. Entre palcos maiores e uma linguagem artística cada vez mais definida, “Change” é um sinal claro de evolução e intenção.

Com os olhos postos no futuro o artista entra agora numa fase decisiva, onde cada passo parece carregar mais peso, mais propósito e uma vontade evidente de não passar despercebido, e o concerto com Father John Misty é a montra ideal para J.MYSTERY. Não percas os concertos em Lisboa e no Porto!

Instagram: @mr.jmystery | Facebook: /mr.jmystery

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Soma Please, o projeto luso-britânico formado por Nuno Bracourt e Rob Williamson lança hoje, dia 14 de maio, o seu EP de estreia, “ballet”. O ponto de partida para este passo deu-se em novembro do ano passado com “Pocket On My Sleeves”, single que se estreou na BBC Radio, no Reino Unido e que muito rapidamente captou a atenção da crítica e do público português, antecipando agora o universo sonoro desenvolvido neste mesmo registo.

Fica “Pockets on My Sleeves” dos Soma Please em baixo para veres e ouvires!

“Ballet”, a dança entre a maturidade e equilíbrio

Em “ballet” as músicas apontam em diversas direções diferentes, contudo mantendo sempre uma linha envolvente. São nestes mesmos contrastes que os Soma Please encontram o seu espaço na música.

A dupla conta com vários registos no EP, desde o single mais vibrante Pocket On My Sleeves até ao lado mais acústico comLove, segundo single a ser lançado.

“I’m a Fan”

Três semanas antes deste lançamento, o duo deu a conhecer “I’m a Fan”, terceiro single e último a ser conhecido antes do lançamento de “ballet“. Fica o tema em baixo para ouvires.

Este tema conta com a participação de Julien Barbagallo dos Tame Impala, e mergulha no lado mais contraditório de quem quer ser reconhecido, expondo a tensão entre o desejo de proximidade e a perda de noção que esse impulso pode provocar. A faixa olha de frente para o impacto da admiração, essa força que tanto aproxima como distorce, e questiona até que ponto a ligação à arte e às pessoas permanece saudável.

Sem rejeitar o valor dessas conexões, a canção aponta para um território instável (e dançável) onde o entusiasmo ultrapassa os limites, revelando como é fácil cruzar a fronteira invisível entre admirar, idealizar e, em última instância, cair no fanatismo.

Rob Williamson e Nuno Bracourt dos Soma Please. Crédito Fotografia: Emilia Burgos
Rob Williamson e Nuno Bracourt dos Soma Please. Crédito Fotografia: Emilia Burgos

O restante álbum

“ballet”, dos Soma Please, apresenta-se com cinco faixas, deixando ainda espaço para a descoberta de “Alone” e “What’s the Score”. Estes temas expandem o alcance sonoro do duo, reforçando uma identidade que se move com naturalidade dentro da pop alternativa contemporânea, e resulta num EP bastante sólido.

Ao longo do registo, destaca-se o cuidado na construção musical, onde a diversidade de instrumentos e texturas sonoras cria um universo que cruza referências portuguesas e britânicas. Dessa fusão nasce uma linguagem própria, equilibrada e segura, que dá ao disco uma sensação de maturidade, como se fosse uma obra de quem já percorre este caminho há muito mais tempo.

Sob a chancela da Skud & Smarty, “ballet” dos Soma Please surge como um simples começo, mas soa com a intenção clara de querer construir um espaço único e próprio na atualidade.

Capa do álbum "ballet" dos Soma Please.
Capa do álbum “ballet” dos Soma Please.

Alinhamento de “ballet” dos Soma Please

1 – I’m a Fan
2 – Love
3 – Pockets on My Sleeves
4 – Alone
5 – What’s the Score

Charme luso-britânico

Soma Please trazem consigo esse charme feito de cruzamentos culturais, mas “Ballet” vai além de uma simples coleção de faixas que soam a descoberta. O EP revela-se como um espaço em construção, onde cada tema acrescenta uma nova camada a um universo sonoro que se desdobra com subtileza e intenção.

Mais do que afirmar uma estética, a dupla procura criar um território íntimo, aberto e em permanente mutação, onde a identidade se vai moldando ao longo do percurso. Entre referências que dialogam com diferentes origens e uma abordagem cuidada à forma como cada elemento se integra, “Ballet” afirma-se como um registo bastante coeso, mas nunca fechado sobre si mesmo.

“ballet” dos Soma Please já se encontra disponível em todas as plataformas digitais do costume, não percas! Em breve irá também sair uma entrevista nossa à banda!

Instagram: @somaplease

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A palavra é clara e serve de título à nova criação que sobe ao palco do Teatro Viriato nos dias 15 e 16 de maio. O espetáculo “MUDAR” surge da obra homónima da ilustradora Ana Ventura com o processo criativo coletivo entre o músico Filipe Raposo, o encenador e ator Marco Paiva e ainda a própria ilustradora, que em conjunto propõem uma reflexão sensível e urgente sobre o ato de mudar tanto por dentro como por fora.

O que acontece quando o “Amarelo” decide partir?

A partir de uma linguagem profundamente visual, sonora e corporal, “MUDAR” acompanha a jornada de uma figura imersa num mundo monocromático que decide arriscar e saltar para o desconhecido. Neste gesto de mudança, abrem-se imensas possibilidades como novos territórios, novas identidades, culturas e experiências. Segundo o encenador e ator Marco Paiva, o “ato de partir, começa a nascer um território policromático, que afirma a urgência de crescermos na riqueza da diversidade que estrutura os lugares”.

O espetáculo assume-se como uma viagem sensorial, onde sons, cores, gestos e encontros entrelaçam-se para evocar sonoridades de vários cantos do mundo. No plano físico, o espetáculo utiliza a expressividade e ganha forma através da Língua Gestual Portuguesa, utilizando desde mímica, teatro físico e dança, transformando o corpo num terreno vibrante e fértil. “MUDAR” assume-se assim como um espetáculo para o mundo.

Como refere o encenador e ator Marco Paiva, “uma Ode ao Mundo que desejamos: um Mundo aberto ao prazer da curiosidade, da descoberta, da coragem, mas também do pensamento crítico, do diálogo e do consenso. Do gosto pela beleza, a poesia, os abraços demorados. É uma dedicatória ao que de melhor tem a Humanidade, na esperança de que esse melhor, se propague e os dias possam ser de esperança”

Mãos na massa com oficinas de música e teatro

Aproveitando a apresentação do espetáculo “MUDAR”, o Teatro Viriato promove duas oficinas na área da música e do teatro. Estas atividades promovem uma oportunidade única de contacto direto com o processo criativo dos autores, permitindo que os participantes explorem novas ferramentas de expressão artística num ambiente de partilha e descoberta.

No dia 15, às 18h30, o músico Filipe Raposo orienta “Da cor dos sons”. Uma oficina de exploração sonora, na qual os participantes serão desafiados a descobrir a cor dos sons, a forma como os rececionamos e o que podemos fazer com eles. Já no dia 16, às 10h30, o Estúdio do Teatro Viriato acolhe a oficina de exploração teatral “Para desarrumar ideias”, com o encenador e ator Marco Paiva. Nesta atividade, os participantes terão a oportunidade de abordar as próprias dimensões emocionais e racionais, viajando por territórios desconhecidos, sempre a partir do teatro e da capacidade da arte de tornar visíveis desejos que nos unem a todos.

Informação geral

O espetáculo “MUDAR” conta com duas sessões. Dia 15 de maio, às 10h30, destinada a escolas e outra no dia 16, às 17h00, destinada ao público geral (maiores de 6 anos). As apresentações contam ainda com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e legendagem.

Nas oficinas de música e teatro as inscrições podem ser feitas junto da bilheteira do Teatro Viriato até aos dias 12 e 13 de maio, respetivamente, já os bilhetes para o espetáculo podem ser adquiridos junto da bilheteira ou site do Teatro Viriato e ainda no BOL. “MUDAR” é um espetáculo sobre viagens por fora e por dentro. Uma aventura feita de perguntas, sons, cores e encontros. Estás pronto para mudar? Não percas, no Teatro Viriato!

Teatro Viriato: teatroviriato.com

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Os Calema e a superestrela brasileira Lauana Prado juntaram-se e criaram o single “Xê Dama” que teve estreia no passado dia 8 de maio em todas as plataformas de streaming pela Universal Music Brasil. Single que vem também acompanhado de um videoclipe, gravado em São Paulo, que reúne a dupla de irmãos e também a cantora brasileira.

Uma fusão de ritmos

“Xê Dama” é uma música que quando ouvida pela primeira vez, nos traz raízes puras do kizomba e que passado uns minutos junta o famoso e único swing brasileiro. O single revela uma atmosfera romântica e sensual, onde as harmonias dos irmãos Calema se misturam com a vibrante voz de Lauana, criando uma dinâmica única das três vozes. Com um ritmo contagiante e sabor de verão, “Xê Dama” vem acompanhado com uma robusta campanha internacional.

Os Calema atravessam continentes e culturas, pois a dupla vive um grande momento da sua carreira enchendo estádios com a “Origin Stadium Tour”, após um concerto histórico no Estádio da Luz, em Lisboa, no dia 7 de junho de 2025, onde reuniram mais de 55 mil pessoas tornando-se os primeiros artistas da lusofonia a pisar no espaço que já foi palco para nomes como Taylor Swift e irá futuramente ser a “casa” de Bad Bunny.

No mesmo ano, chegaram a mais de 25 milhões de streams no Spotify, sendo Portugal o principal país, seguido do Brasil que entra no Top 5 nacionalidades que mais ouvem a dupla.

Influências brasileiras

Desde muito cedo, a sonoridade do Brasil teve um papel fundamental na formação dos Calema. A canção “No Dia Em Que Eu Saí de Casa”, da dupla Zezé Di Camargo & Luciano, foi uma das primeiras canções que marcaram o início dos irmãos com o sertanejo. Tal influência é evidente nas produções do duo português, que mistura ritmos africanos com elementos brasileiros, criando um som único que ecoa em diversos países de língua portuguesa.

“Somos fãs do trabalho de muitos artistas brasileiros. Da antiga geração, Zezé Di Camargo & Luciano, Bruno & Marrone, Chitãozinho & Xororó, Leonardo, Daniel, Rick & Renner. E também o grupo KLB. Nós gostamos muito de música sertaneja, de compor e de contar histórias que inspiram as pessoas. O difícil é escolher entre tantos artistas incríveis. O Brasil é um país cheio de talentos”, afirmam Calema

Desta mesma paixão surgiram parcerias únicas no país. A primeira delas foi “Consciência”, lançada em março de 2020, ao lado da dupla “Simone & Simaria”. O encontro entre irmãs e os irmãos repetiu-se no ano seguinte com o lançamento de “No Llores Más”, música que mistura vários ritmos e que contou também com a participação de Sebastián Yatra.

Em 2022, ao lado de Zé Filipe, António e Fradique apresentaram o single “Onde Anda” que se tornou um sucesso e mais recentemente em 2025, lançaram “Leva Tudo”, ao lado de Dilsinho.

Lauana Prado, a voz que conquistou o sertanejo

Lauana Prado é uma das principais vozes do sertanejo brasileiro, consolidando uma carreira ao longo de 17 anos. Natural de Goiânia, a artista ganhou uma grande projeção no Brasil com o hit “Cobaia”, fazendo com que ela se tornasse a única artista brasileira a integrar o Top 100 Global do Youtube. Desde múltiplas nomeações para os GRAMMY Latinos e diversos projetos de sucesso, Lauana conta atualmente com mais de 10 milhões de ouvintes mensais e 6,1 milhões de seguidores no Spotify.

“Xê Dama”: Próximo sucesso

O novo single de Calema e Lauana Prado, “Xê Dama”, já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais. O videoclipe oficial também pode ser visto no Youtube oficial da dupla. A parceria luso-brasileira promete dominar as tabelas nos próximos meses e “Xê Dama” ser o hit de verão deste ano.

Instagram: @calema507

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O mais recente trabalho de Mariana Dionísio e o primeiro álbum do ensemble vocal LEIDA, “Mythological Portraits”, é apresentado ao vivo na próxima quinta-feira, dia 14 de maio, às 18h30, nas Carpintarias de São Lázaro, numa edição da Artway. Mais do que um álbum, “Mythological Portraits” surge como uma obra singular e criativa que expande os limites da voz e da composição contemporânea.

Fica o vídeo apresentação deste trabalho em baixo para veres e ouvires.

Um instrumento feito de oito vozes

Concebido, segundo Mariana Dionísio como “um instrumento de oito vozes”, o ensemble LEIDA propõe uma abordagem de composição contemporânea em que cada peça é estruturada a partir de sistemas rigorosos de parametrização e limitação, criando sub-instrumentos autónomos.

Nestes espaços sonoros os artistas improvisam ou interpretam composições, guiados por gestos específicos numa linguagem em constante mutação onde “estrutura e liberdade coexistem num equilíbrio delicado”, segundo Mariana Dionísio.

Este ensemble reúne Mariana Dionísio na voz, composição e direção musical, acompanhada por Leonor Arnaut, Beatriz Nunes, Filipa Franco, Nazaré da Silva, João Neves, Hugo Henriques, Diogo Ferreira, Henrique Coelho e Beatriz Gomes.

Participam ainda João Pereira, Bernardo Tinoco e João Carneiro, responsáveis pelos assobios que ampliam a dimensão tímbrica e atmosférica da obra.

Capa do álbum "Mythological Portraits", de Mariana Dionísio e ensemble vocal LEIDA
Capa do álbum “Mythological Portraits”, de Mariana Dionísio e ensemble vocal LEIDA

O realismo mágico e a acústica dos espaços

Gravado na Igreja de Santa Clara entre julho e agosto de 2024 e na Igreja Matriz de Loures em janeiro de 2025, o álbum “Mythological Portraits” inspira-se no movimento literário do realismo mágico.

Segundo Mariana Dionísio, “a obra é construída num tempo próprio e molda-se ao espaço acústico onde é interpretada”, ao mesmo tempo, a artista refere que a obra “acolhe a presença figurativa de entidades imaginárias”, que habitam este universo sonoro criado pela mesma.

Alinhamento de “Mythological Portaits” de Mariana Dionísio

1-3 Mythological Portraits

I. Framing 4:38

II. Weaving 5:19

III. Framing 2:51

4 Pneumathétique 4:56

5-8 Caleidoscópio

I. Circundar 5:20

II. Espelhar 2:25

III. Refratar 3:47

IV. Cruzar 1:51

9 Poslúdio 2:24

Jazz, o experimental e o contemporâneo

Com formação clássica em piano pelo Conservatório Nacional de Lisboa e licenciatura em Voz-Jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa, Mariana Dionísio tem vindo a afirmar-se nos universos do jazz, da música experimental e contemporânea.

A cantora e compositora tem vindo a explorar continuamente “o papel da voz na tradição musical” e as suas possibilidades “técnicas, tímbricas e formais” e para além de “Mythological Portraits” e do seu trabalho com LEIDA, mantém projetos como LUMP com o trompetista João Almeida, TRANCAPANGÃ com o baterista João Pereira, o projeto REQUIEM com João Carneiro, ARTNAUT/DIONISIO com Leonor Arnaut e um duo com a flautista Clara Saleiro.

Uma obra em constante evolução

“Mythological Portraits” afirma-se assim como um território artístico onde a voz deixa de ser apenas veículo para se tornar matéria viva de criação. Entre a composição estruturada e a liberdade interpretativa, Mariana Dionísio e o ensemble LEIDA constroem uma experiência sonora que se adapta, respira e se reinventa a cada apresentação.

Este concerto de lançamento nas Carpintarias de São Lázaro marca também a abertura de um universo onde o espaço, a imaginação e o coletivo se cruzam de forma singular. O álbum irá ficar disponível em todas as plataformas do costume, não percas!

Instagram: @mdiioniisiio

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Os DEEP PURPLE revelaram o videoclip oficial de “Arrogant Boy”, o primeiro single retirado de “Splat!”, o novo álbum de estúdio da banda britânica, com edição agendada para 3 de julho através da earMUSIC.

O tema prepara o terreno para um disco apresentado como um regresso às dinâmicas e ao peso da era clássica da banda, e com o selo de produção de Bob Ezrin.

“Arrogant Boy” é o primeiro avanço de “Splat!”

Publicado nos últimos dias, o vídeo de “Arrogant Boy” acompanha o lançamento do primeiro tema conhecido de “Splat!”, disco que assinala o regresso dos DEEP PURPLE ao formato de estúdio menos de dois anos depois de “=1”.

A nova canção apresenta a energia imediata que a banda tem prometido para este trabalho e reforça a ideia de que os britânicos continuam empenhados em acrescentar novos títulos ao seu legado, em vez de apenas o revisitar.

O conceito de “Splat!” nasce de uma ideia de Ian Gillan e aborda o fim da humanidade não como um cenário puramente apocalíptico, mas antes como uma transformação para lá da existência física. O álbum vai chegar em vários formatos, entre eles CD, duplo vinil em diferentes variantes, edição digital e uma caixa limitada com conteúdos exclusivos, incluindo gravações ao vivo da digressão de 2024 e a faixa extra “Guinnesis”.

Ian Gillan fala de uma banda ligada ao presente

Na apresentação oficial de “Splat!”, Ian Gillan descreve esta fase dos DEEP PURPLE como uma continuação natural da identidade clássica do grupo: “Where we are now with this incarnation of Deep Purple feels very much like a very ‘now’ version of Deep Purple as it was in the seventies.”

O vocalista reforça ainda essa ligação ao passado ao dizer: “I have to say, now we are very much back in with material that is compatible with ‘Highway Star’, ‘Smoke on the Water’, ‘Lazy’ – the dynamics, the balance, and the fun of the music we made from ‘69 to ‘73.”

“Splat!” marca uma nova colaboração com Bob Ezrin, produtor que tem acompanhado os DEEP PURPLE nos seus lançamentos mais recentes e cujo currículo inclui trabalhos com nomes como KISS, Pink Floyd, Lou Reed e Alice Cooper.

Segundo a informação já divulgada, o novo álbum foi gravado com a banda a tocar junta em estúdio, uma abordagem muito próxima da forma como os DEEP PURPLE construíram grande parte dos seus discos mais celebrados.

Alinhamento de “Splat!”

Side A

  1. Arrogant Boy
  2. Diablo
  3. The Rider
  4. The Lunatic

Side B

  1. The Only Horse In Town
  2. Sacred Land
  3. The Beating Of Wings

Side C

  1. Guilt Trippin’
  2. Scriblin’ Gib’rish
  3. Jessica’s Bra

Side D

  1. Third Call
  2. My New Movie
  3. Splat!

Digressão continua em 2026

A acompanhar o lançamento de “Splat!”, os DEEP PURPLE vão manter uma agenda particularmente intensa ao longo de 2026, com 86 concertos marcados em 28 países distribuídos por três continentes.

Numa altura em que preparam a edição de um disco apresentado como um regresso ao peso, à dinâmica e ao espírito de clássicos da sua discografia, os britânicos mostram que continuam longe de abrandar. “Deep Purple is in a great place right now”, resumiu Ian Gillan na apresentação oficial do álbum.

Instagram: @deeppurple_official

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Billy Corgan vai trazer à Europa, em setembro de 2026, o espetáculo “A Night Of Mellon Collie And Infinite Sadness Featuring Billy Corgan”, uma reinterpretação operática e orquestral de Mellon Collie And The Infinite Sadness, álbum clássico dos Smashing Pumpkins lançado em 1995. A produção chega ao Reino Unido, Bélgica, França e Espanha depois de uma série de sete datas em Chicago que recebeu forte atenção da imprensa internacional.

Um “Mellon Collie” em chave operática

Segundo a informação avançada, o espetáculo foi composto por Billy Corgan e conta com a colaboração do maestro nomeado para os Grammy James Lowe, apresentando o repertório de Mellon Collie And The Infinite Sadness num formato pensado para orquestra, coro e vozes líricas. A proposta procura homenagear o álbum original e, ao mesmo tempo, alargar os limites convencionais da ópera, cruzando rock, música clássica e performance visual.

Na apresentação inicial em Chicago, a produção foi descrita pela Billboard como uma “reimaginação sinfónica e operática” do duplo álbum de 1995, enquanto a Blabbermouth a destacou como uma das colaborações culturais mais marcantes da temporada. A cobertura dessa estreia também sublinhou momentos como “1979” e “Tonight, Tonight”, duas das canções mais emblemáticas do disco agora revisitadas neste novo enquadramento.

Declarações de Billy Corgan e James Lowe

Billy Corgan afirmou que o sucesso de traduzir Mellon Collie para uma linguagem operática e clássica foi “uma das experiências mais gratificantes” da sua vida, recordando ainda as sete noites esgotadas em Chicago e as ovações em pé no final dos concertos. O músico acrescentou que levar agora este projeto para a estrada, e em particular para a Europa, mostra que esse “sonho mágico” não tem de terminar.

Também James Lowe destacou o potencial desta abordagem, defendendo que as nuances e camadas do álbum se revelam de forma diferente em contexto sinfónico, coral e operático. Para o maestro, a possibilidade de apresentar esta obra em salas europeias com músicos de classe mundial representa uma oportunidade “nada menos do que emocionante”.

Elenco e componente visual

Além de Billy Corgan, o espetáculo vai contar com vários intérpretes do universo lírico, entre eles Ed Parks, Sydney Mancasola, Zoie Reams e Dominick Valdes Chenes. No caso do concerto em Espanha, o barítono Dean Murphy também integra o alinhamento anunciado para Madrid.

A componente visual foi igualmente pensada como parte central da experiência, com os figurinos assinados pela House Of Gilles, através de Gilles Mendel e Chloé Mendel Corgan. A apresentação tem sido descrita como uma experiência imersiva, desenhada para cruzar som, imagem e interpretação cénica num formato fora do habitual para o repertório rock.

Datas da digressão europeia

As datas confirmadas para setembro de 2026 são as seguintes:

Bilhetes

A pré-venda arrancou a 12 de maio, às 10h00 BST, segundo a mesma informação. Já a venda geral para os espetáculos de Antuérpia e Paris ficou marcada para 13 de maio às 10h00 CET, enquanto Londres e Madrid entram em venda geral a 14 de maio às 10h00 BST.

Contexto do álbum

Mellon Collie And The Infinite Sadness foi o terceiro álbum de estúdio dos Smashing Pumpkins e inclui temas como “Tonight, Tonight”, “Bullet With Butterfly Wings” e “1979”. O novo espetáculo de Billy Corgan recupera esse repertório num momento em que o disco continua a ser visto como uma das obras mais importantes da discografia da banda.

Instagram: @billycorgan

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Portugal atuou a 12 de maio na primeira semifinal da 70.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, em Viena, na Áustria, com os Bandidos do Cante a apresentarem “Rosa”, tema vencedor do Festival da Canção 2026. A participação portuguesa terminou sem apuramento para a final, numa edição marcada não só pela música, mas também pela polémica em torno da presença de Israel no concurso.

A atuação foi transmitida em direto pela RTP e assinalou a estreia do grupo alentejano no maior palco europeu da canção. Mesmo sem conseguir seguir para a final, Portugal voltou a levar à Eurovisão uma proposta fortemente ligada à identidade musical tradicional.

Um grupo nascido no coração do cante alentejano

Vindos de Beja e profundamente ligados ao cante alentejano, os Bandidos do Cante são formados por Duarte Farias, Francisco Raposo, Miguel Costa, Luís Aleixo e Francisco Pestana. O grupo ganhou maior projeção em 2024 com “Amigos Coloridos”, canção que se tornou viral e ajudou a colocá-los no radar da música portuguesa.

A escolha de “Rosa” para representar Portugal reforçou esse cruzamento entre tradição e contemporaneidade que tem marcado o percurso do grupo. Foi também essa identidade distinta que levou os Bandidos do Cante da realidade local do Alentejo até à montra internacional da Eurovisão.

“Vamos fazer de tudo para dignificar Portugal”

Depois de vencerem o Festival da Canção 2026, os Bandidos do Cante assumiram que queriam representar Portugal da melhor forma possível em Viena. Ao longo dos dias que antecederam a semifinal, Portugal foi ganhando algum fôlego nas previsões e chegou mesmo a surgir entre os países apontados à luta pelo apuramento.

Apesar da eliminação, a participação portuguesa foi encarada como uma afirmação artística coerente com o universo do grupo e com a tradição que transportaram para palco. “Rosa” acabou por funcionar como cartão de visita de uma nova geração de músicos ligados à herança cultural do sul do país.

A polémica que marcou esta edição

A Eurovisão 2026 ficou também marcada pela controvérsia em torno da participação de Israel. Mais de mil artistas apelaram ao boicote do evento, alimentando uma onda de contestação pública em vários países europeus.

Os Bandidos do Cante optaram por se afastar dessa dimensão política, defendendo que nunca quiseram misturar arte com política. Ainda assim, o contexto extramusical acabou por ser uma das marcas mais visíveis desta edição do festival.

Uma noite importante para Portugal

Mesmo sem presença na final, a passagem dos Bandidos do Cante pela Eurovisão 2026 deixou uma marca simbólica importante para Portugal. Levar o cante alentejano a Viena representou uma afirmação clara de identidade cultural num evento de escala europeia.

A atuação de “Rosa” encerrou o percurso português nesta edição, mas consolidou o nome dos Bandidos do Cante como um dos projetos recentes mais visíveis da música portuguesa de raiz tradicional.

Instagram: @bandidosdocante

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Mais de cinquenta anos depois do último concerto dos Beatles, o número 3 de Savile Row, em Londres, prepara‑se para voltar a abrir as portas de “casa” aos fãs, desta vez como uma experiência imersiva, espalhada por sete pisos dedicados à história da banda, com abertura prevista para 2027.

O terraço mais famoso da história do rock vai voltar a parar o trânsito

Foi nesse mesmo edifício, em Mayfair, que a 30 de janeiro de 1969 os Beatles subiram ao terraço para um concerto improvisado que fez parar o trânsito; a música só parou quando a polícia chegou e, na altura, ninguém esperava que fosse a última atuação em público da banda.

Os fãs vão poder subir a esse famoso terraço e ter acesso a antigos estúdios do edifício e, segundo o anúncio oficial, os visitantes poderão ver também “material nunca antes visto dos vastos arquivos da Apple Corps”. Este projeto pretende recriar o ambiente criativo vivido pelos Beatles naquela fase final da banda, precisamente durante as sessões que deram origem a “Let It Be” naquele mesmo edifício.

Durante o concerto no terraço do edifício da Apple, a 30 de janeiro de 1969, “Don’t Let Me Down” ganhou um peso ainda maior, ao ser tocada lado a lado com “Get Back” perante um público apanhado de surpresa nas ruas de Londres. Escrita por John Lennon como uma declaração crua de amor por Yoko Ono, a canção surge aqui carregada de urgência, com a voz rasgada de John apoiada pelo teclado de Billy Preston e pela banda em plena forma.

No telhado de 3 Savile Row, entre o frio de janeiro e a presença discreta das câmaras de Michael Lindsay‑Hogg, “Don’t Let Me Down” funciona quase como um grito de vulnerabilidade no meio daquele que viria a ser o último concerto público dos Beatles.

“Há tantas memórias especiais entre aquelas paredes”

Paul McCartney, conhecido como baixista e um dos principais compositores dos Beatles, revelou o seu entusiasmo com a transformação do edifício e recordou a sua ligação emocional ao espaço, sublinhando que regressar recentemente ao número 3 de Savile Row foi “uma verdadeira viagem” cheia de memórias especiais entre aquelas paredes e, claro, no terraço.

Ringo Starr, baterista da banda, também reagiu ao anúncio de forma emotiva, descrevendo este regresso como algo que “é como voltar a casa”.

Um novo capítulo na eterna Beatlemania

Embora ainda não tenha sido divulgada uma data exata de abertura para este projeto, sabe‑se que a experiência “The Beatles at 3 Savile Row” deverá abrir ao público até 2028, num momento em que o universo dos Beatles vive uma nova vaga de popularidade.

A série documental “The Beatles: Get Back”, realizada em 2021 por Peter Jackson, trouxe imagens inéditas das gravações de “Let It Be” e do famoso concerto no terraço, aproximando uma nova geração da banda. Ao mesmo tempo, estão atualmente em desenvolvimento quatro filmes biográficos separados sobre os Beatles, realizados por Sam Mendes, enquanto em 2023 a utilização de inteligência artificial permitiu recuperar e concluir “Now and Then”, apresentada como a última canção dos Beatles.

Mais do que uma experiência imersiva, Savile Row promete transformar um dos locais mais simbólicos da história do rock num ponto de encontro entre o passado e o presente, onde os fãs poderão pisar o mesmo espaço onde os Beatles tocaram juntos em público pela última vez.

Instagram: @thebeatles

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A estreia do novo filme biográfico sobre Michael Jackson em 2026 reacendeu o interesse pelo catálogo do “Rei do Pop“, impulsionando vendas de álbuns e streams em todo o mundo. O fenómeno comercial coloca o artista de novo no topo das tabelas, décadas após o auge da sua carreira.

Impacto nas tabelas e streaming

No Reino Unido, Michael Jackson assumiu o primeiro lugar na tabela de álbuns oficial, um feito notável para um catálogo com mais de 30 anos. Nas plataformas digitais, 13 temas do artista, incluindo “Billie Jean” e “Thriller”, entraram no Top 200 global do Spotify, demonstrando o apelo intergeracional das suas músicas.

Na Billboard 200 dos Estados Unidos, o artista alcançou a 20.ª posição, com picos de pesquisas no Google que representam o maior volume dos últimos dez anos. Estes números confirmam o poder duradouro do seu legado musical.

Polémicas reavivadas

O filme, apesar do sucesso de bilheteira, não escapou a críticas. Publicações como a BBC Culture e a Variety destacaram como a produção reabriu debates sobre as alegações de abusos que marcaram a vida de Michael Jackson. Houve até refilmagens para enfatizar o lado positivo da sua carreira, o que dividiu opiniões em sites como o Rotten Tomatoes.

Ainda assim, o biopic superou antecessores como “Bohemian Rhapsody” (2018) sobre Freddy Mercury, “Rocketman” (2019) sobre David Bowie e “Elvis” (2022) em termos de receita nas salas de cinema.

Legado intocável

Estes resultados mostram que, para milhões de ouvintes, a música de Michael Jackson transcende as controvérsias. As suas faixas mantêm-se essenciais na cultura pop, provando que o “Rei” nunca deixou verdadeiramente o trono. O filme pode dividir críticas, mas reforça o domínio comercial do seu catálogo em 2026.

Instagram: @michaeljackson

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Se alguém ainda tinha dúvidas de que o fenómeno de “Stick Season” era apenas passageiro, Noah Kahan acaba de as apagar por completo. O seu mais recente álbum, “The Great Divide”, não só foi aclamado pela crítica como conquistou o público de uma maneira única, garantindo a sua segunda semana consecutiva no primeiro lugar da Billboard 200.

Trono da Billboard 200

O novo álbum de Noah Kahan “The Great Divide” conquistou a sua segunda semana consecutiva no topo da Bilboard 200, um feito raro para a era do streaming acelerado. Como descrito pela Billboard, Noah Kahan conseguiu bater de frente com os gigantes do pop, provando que o público deseja histórias e músicas reais. Este sucesso é acompanhado pela crítica, onde se destaca a maturidade lírica de um artista que se recusa a abandonar as suas raízes, mesmo sob os holofotes mais brilhantes.

O álbum “The Great Divide” Noah Kahan conta com 17 faixas incluindo os singles “The Great Divide” e “Porch Light”, e foi produzido pelo aclamado produtor Gabe Simon e pelo vencedor de Grammys Aaron Dessner.

Noah Kahan, capa do álbum "The Great Divide"
Noah Kahan, capa do álbum “The Great Divide”

“Orbiter”: O algoritmo encontra a alma

Embora o álbum seja uma peça inteira, foi a faixa “Orbiter” que se transformou como motor desta segunda semana no topo. O tema tornou-se um fenómeno na rede social Tik Tok, impulsionada por vários criadores que utilizam a música para sonorizar a pessoa mais amada por nós, como namorados, família e até animais.

A trend que já conta com milhares de vídeos, utiliza a música como pano de fundo para criar vídeos bastante emocionais e virais. O verso “I’m an astronaut, you’re the Moon I starе at you, I sing to you, I circle you” tornou-se especial para a audiência que ouve a música de Noah como a banda sonora perfeita para a sua vida, provando que uma boa música encontra sempre o caminho para o ecrã do telemóvel e para o coração de quem a ouve.

O Documentário “Out Of Body”

A Netflix lançou “Noah Kahan: Out of Body”, um documentário íntimo que rapidamente subiu para o Top 10 da plataforma. O que vemos não é apenas os bastidores do álbum, mas sim um mergulho sobre um artista que ainda se sente inseguro. Alguns assuntos abordados são a pressão do sucesso e a saúde mental sem filtros.

Observar o crescimento de Noah é como ver um segredo local tornar-se um património mundial. Ele ensina-nos que não precisamos esconder as nossas cicatrizes ou de onde vimos para sermos bons artistas. O sucesso de “The Great Divide” e o domínio das tabelas são apenas consequências de algo mais profundo como a coragem.

No final do dia, Noah Kahan faz-nos acreditar que mesmo estando perdidos, a música é o que nos mantém ligados à terra e “The Great Divide” é sem dúvida o disco que vai definir o som de 2026. Se ainda não ouviste, estás à espera de quê?

Instagram: @noahkahanmusic

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A cantora Billie Eilish juntou-se ao realizador James Cameron para criar “Billie Eilish: Hit me Hard and Soft – The tour in 3D”, um filme que mostra a energia da digressão mundial de 2025 da artista.

O projeto foi gravado durante quatro concertos na Co-op Live, em Manchester, cidade que Billie Eilish descreveu como “um dos seus públicos favoritos de sempre”.

Os fãs também são protagonistas

Uma das grandes diferenças deste filme-concerto é a importância dos fãs. James Cameron explicou que o público funciona quase como uma personagem do próprio filme, e que objetivo dele era criar uma experiência mais imersiva através de pequenas câmeras 3D que acompanhavam a cantora e a audiência de muito perto durante os espetáculos.

Além das atuações ao vivo o filme mostra também os bastidores da digressão e vários momentos de proximidade entre Billie Eilish e os seus fãs. O filme teve sessões de acesso antecipado em algumas salas a 29 de abril deste ano. Em Portugal, o lançamento nos cinemas aconteceu a 7 de maio e nos Estados Unidos foi a 8 de maio.

Billie Eilish, capa do concerto/documentário "Billie Eilish: Hit Me Hard and Soft - The Tour Live in 3D"
Billie Eilish, capa do concerto/documentário “Billie Eilish: Hit Me Hard and Soft – The Tour Live in 3D”

Momento “sagrado” com Justin Bieber

Durante a estreia do filme, a artista recordou ainda um momento marcante para ela e que ficou viral nas redes sociais com Justin Bieber no Coachella, descrevendo-o como “muito sagrado para mim, de uma forma difícil de explicar ou descrever”. O cantor surpreendeu Billie Eilish, fã do mesmo desde muito nova, em palco ao cantar “One Less Lonely Girl“, numa homenagem organizada por Hailey Bieber.

Um filme para sentir o concerto de perto

Entre a escala cinematográfica de James Cameron e a intimidade crua de Billie Eilish, “Billie Eilish: Hit Me Hard and Soft – The Tour in 3D” constrói um retrato raro de uma artista no auge, mas sem perder a fragilidade que a define. Mais do que documentar esta digressão, capta um momento cultural e único onde o palco e o público deixam de estar separados e passam a existir em três dimensões na sala de cada fã.

Instagram: @billieeilish

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O verão no interior de Portugal caracteriza-se por um som próprio e na cidade da Mêda esse som chama-se Festival Mêda+. A 12.ª edição acontece entre 22 e 25 de julho, e acaba de reforçar o cartaz com nomes que provam que este é realmente o festival mais generoso do país: entrada gratuita, campismo grátis e uma alegria que não brinca em serviço.

Podes ver o filme/teaser da edição de 2025 do Festival Mêda+ em baixo.

Novas confirmações para esta edição

O anúncio mais recente traz uma banda nascida nos anos 90, Três Tristes Tigres. Com Ana de Deus, Regina Guimarães e Alexandre Soares no comando, trazem na mala o seu mais recente álbum “Arca” (2025), prometendo um concerto que atravessa décadas.

A eles juntam-se os portuenses Marquise, com rock-pop dos anos 80 e 90 que já conquistaram as rádios com o seu álbum “Ela caiu”. Também os Duques do Precariado completam este novo anúncio e prometem um “folclore independente” carregado de tensão e verdade, perfeito para o cenário belo da Beira Alta. Estes nomes unem-se aos já confirmados Da Chick, Mães Solteiras e Mr.Gallini.

Promovido por uma associação juvenil sem fins lucrativos, o Mêda+ continua a ser um dos festivais mais singulares do país, reforçando a sua ligação à cidade e à comunidade local.

Cartaz das primeiras confirmações do Festival Mêda+ 2026.
Cartaz das primeiras confirmações do Festival Mêda+ 2026.

Guia da cidade

Agora se vais ao festival, aproveita para conhecer a cidade através dos olhos de quem cá vive. A Mêda é mais do que o palco dos concertos, é um refúgio de histórias e sabores no coração da Beira Alta.

Mêda. Crédito Fotografia: Gabriela Alonso
Mêda. Crédito Fotografia: Gabriela Alonso

Ponto de encontro: Piscinas e Parque de Campismo Municipais

Durantes os dias do festival, estes são os verdadeiros centros de encontro dos festivaleiros. O complexo das piscinas é o local perfeito para recuperar energias, conviver e aproveitar as infraestruturas que tornam este festival tão confortável. Mergulhar ali, com o sol quente da cidade e o som das bandas a testar o som ao fundo é a verdadeira definição de verão na Mêda.

Contudo, não podemos esquecer do palco do Parque Municipal, onde acontecem atuações de final de tarde com música à luz do dia. Assistir a um concerto sentado na relva com a acústica do ar livre misturado com o ambiente natural, torna cada atuação memorável.

Não cheguem apenas para os concertos de noite. Aproveitem a cidade durante o dia, por isso levem toalhas para o Parque ou vão dar um mergulho nas Piscinas, mas aproveitem cada momento!

Gastronomia (Comer como um Medense)

Na Mêda, a mesa é um palco tão importante como o do festival. Se queres experimentar os sabores da região, onde existe a mistura da Beira com a elegância do Douro, há alguns restaurantes ótimos para isso. Para quem nos visita, o segredo é encontrar a alma da cozinha, por isso apontem estes nomes:

O Mercado; O Lagar; Pito na Brasa; Sete e Meio; Vale da Aldeia e ainda O Morgado.

Estas opções mostram o que a cidade oferece de melhor a nível gastronómico, contudo não ignores os pequenos cafés espalhados pela cidade. Visto que, não podes dizer que estiveste na Mêda sem provar o nosso vinho ou as tábuas de enchidos, com o famoso queijo de ovelha. É o “kit de sobrevivência” oficial de qualquer medense.

Cidade da Mêda. Crédito fotografia: @medamais, Instagram
Cidade da Mêda. Crédito fotografia: @medamais, Instagram

Aldeias imperdíveis (O nosso tesouro ao lado)

Para lá dos limites da cidade, a Mêda guarda dois tesouros que são o refúgio ideal para quem precisa de abrandar o ritmo do festival: Marialva e Longroiva.

Marialva é uma das mais belas Aldeias Históricas de Portugal, pois o tempo parece ter parado entre as muralhas do castelo e as ruas de granito, oferecendo um cenário silencioso e quase cinematográfico para um pôr do sol inesquecível.

Já em Longroiva, o convite estende-se para o bem-estar absoluto, entre o património do castelo e a modernidade das Termas, as águas são o segredo para recuperar energias e enfrentar mais uma noite de concertos com a alma e corpo renovados.

A minha voz

Para mim, escrever sobre o Mêda+ é muito mais que cobrir um festival, é relatar histórias da minha própria casa. Crescer na Mêda significa ter observado este projeto em diversas fases, mas ver a cidade encher-se de vida sem nunca perder a sua essência é o que torna este festival tão especial.

O meu convite para quem visita é simples: entrem nesta nossa “casa” com o mesmo carinho que vos recebemos. Deixem-se contagiar pela hospitalidade e beleza do interior e permitam-se ser um pouco “daqui” durante estes dias.

Deixem-se ficar, deixem-se sentir e acima de tudo, deixem que o ritmo da nossa terra vos mude um bocadinho!

A programação completa do Festival Mêda+ será anunciada nas próximas semanas, não percas!

Instagram: @medamais | Facebook: /medamais

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Matilde na lua lançou “5kg”, o seu mais recente single sobre o peso invisível que chega com a entrada na idade adulta. Cinco quilos que não aparecem em nenhuma balança, mas que se sentem no corpo e no ritmo dos dias, feitos de expectativas, dúvidas e pequenas pressões acumuladas.

Depois do sucesso de “Amar assim”, a artista regressa com uma canção que é simultaneamente um desabafo pessoal e um retrato geracional. Fica “5kg” em baixo para ouvires.

Uma música escrita ao longo dos anos

A composição de “5kg” começou a ganhar forma quando Matilde na lua entrava nos seus “early 20s” e só agora, numa fase de maior maturidade artística e pessoal, vê a luz do dia.

O título funciona como uma metáfora para a carga invisível das preocupações. Como a própria artista refere são 5 quilos desde ansiedade, busca por respostas que tardam a chegar e ainda da pressão social de querer ser “alguém” num mundo que acelera sem esperar por ninguém.

“Ninguém, ninguém vê, os quilos que me atrasam e me deixam aquém” ecoa no refrão sobre esta mesma frustração, e revela uma luta interna que mesmo parecendo invisível aos outros, torna-se ainda mais solitária para nós.

Matilde na lua, capa do single "5kg". Crédito capa: Foto Stories by Beatriz
Matilde na lua, capa do single “5kg”. Crédito capa: Foto Stories by Beatriz

Fiel ao seu registo de pop emocional, Matilde na lua entrega um single onde a sua voz é transformada no fio condutor de toda a narrativa. A produção, por miguele, cria um ambiente minimalista, mas necessário pela composição onde cada palavra ganha peso, e com mistura e masterização a cargo de Choro.

Sobre Matilde na lua

Nascida em Moçambique e criada em Setúbal, a jornada de Matilde passou por Londres onde se licenciou em Professional Musicianship. Com influências de vários artistas como Taylor Swift, Lizzy McAlpine e ainda Carolina Deslandes, a artista tem vindo a consolidar o seu espaço na música nacional.

Após o EP de estreia “My Social Awkwardness” e o single “Fim do Mundo”, este ano de 2026 marca um novo e mais maduro ciclo na sua carreira.

De Setúbal para a lua

No final de contas, a década dos vinte é estranha, pois existe a pressa de chegar a algum lado e o medo de ainda não saber bem o caminho. Com “5kg”, Matilde na lua recorda-nos que crescer não é necessariamente livrarmo-nos de um peso, mas sim aprender a lidar com ele, e a reconhecermos quem somos e queremos ser.

Se os 20 anos parecem uma corrida contra o tempo, Matilde na lua prefere desacelerar, transformando o peso invisível das expectativas na leveza de uma canção que finalmente nos deixa respirar. Afinal, mesmo na lua, os nossos pensamentos seriam os mesmos, por isso mais vale abrandar. O single já está disponível em todas as plataformas do costume, não percas!

Instagram: @matildenalua

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Pedro Afonso, músico e cofundador dos Norton, está de regresso com JAFUIPEDRO e apresenta o novo single “Dia Normal”, que conta com a participação de Bia Maria. Depois da estreia em 2024 com “Estendal da Razão” e “Vida de Recreio”, o projeto regressa agora com um tema mais íntimo e direto.

Fica “Dia Normal” de JAFUIPEDRO em baixo para ouvires.

Fruto de um ano difícil

Com uma base acústica e inspiração folk, “Dia Normal” coloca as vozes de JAFUIPEDRO e Bia Maria em primeiro plano. A canção ganha força na simplicidade da abordagem, deixando espaço para que os dois timbres se cruzem de forma natural e envolvente. Segundo Pedro Afonso, o single nasce de “um ano difícil e de conquistas arrancadas a pulso”, e a participação de Bia Maria acrescenta uma camada adicional de sensibilidade ao tema, reforçando a ideia de vulnerabilidade partilhada.

O refrão de “Dia Normal”, simples e imediato, cola-se ao ouvido desde o primeira momento em que se ouve, e apesar do título sugerir rotina, “Dia Normal” constrói-se em torno da dificuldade em alcançar essa normalidade. A letra percorre imagens de desgaste e resistência, onde o refrão “quero um dia mais normal / atirar em precisão” reflete o equilíbrio frágil entre seguir em frente e tentar manter o controlo.

JAFUIPEDRO com Bia Maria, capa do single "Dia Normal"
JAFUIPEDRO com Bia Maria, capa do single “Dia Normal”

Há um corpo cansado que continua a caminhar, uma direção incerta que não impede o avanço. A repetição do refrão transforma o desejo de normalidade num gesto quase urgente, mostrando que nem sempre um “dia normal” é fácil de alcançar.

“Dia Normal”

Com o lançamento de “Dia Normal”JAFUIPEDRO consolida um percurso a solo que tem vindo a afirmar um lado mais exposto e pessoal de Pedro Afonso. Depois dos primeiros temas apresentados em 2024, “Dia Normal” reforça essa linha mais íntima, assente numa escrita acessível mas emocionalmente densa e cheia de significado.

“Dia Normal já está disponível em todas as redes sociais do costume, não percas!

Instagram: @ja_fui_pedro

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Penny Arcade lançou “Double Exposure“, o novo álbum de James Hoare, conhecido pelo trabalho em Veronica Falls, Ultimate Painting e The Proper Ornaments. Editado a 17 de abril, o disco reforça a identidade deste projeto a solo e dá continuidade ao percurso iniciado com “Backwater Collage“, lançado em 2024.

Deixamos o single “Rear View Mirror” em baixo para veres e ouvires.

Double Exposure“: Um novo capítulo para Penny Arcade

Em “Double Exposure“, Penny Arcade explora uma faceta mais crua, fragmentada e instintiva do seu universo sonoro. Ao contrário de uma abordagem centrada na guitarra, aqui o foco recai sobre caixas de ritmos, órgãos antigos e texturas lo-fi que moldam o ambiente das canções. O resultado é um registo menos polido, mas mais imediato, onde a espontaneidade ganha espaço e a imperfeição passa a fazer parte da estética.

Segundo James Hoare, o álbum foi concebido como uma experiência psicadélica construída a partir de ideias captadas quase no momento em que surgiam.

Nas palavras do próprio, “é um disco focado na vibe, feito a partir de ideias que apareciam e tinham de ser capturadas antes de desaparecerem.”

Gravado numa máquina de fita de 16 pistas, parte do trabalho foi registada enquanto o músico se preparava para mudar para o sul de França, uma circunstância que acabou por influenciar a sonoridade e a atmosfera do disco. Essa urgência criativa ajudou a dar forma a um conjunto de canções que vivem da vibração, da textura e da sensação de captura imediata.

Entre psicadelia e lo-fi

O single de apresentação, “Rear View Mirror”, destaca-se pela forma como as caixas de ritmos assumem o centro da mistura. O tema tem uma energia hipnótica e repetitiva, com um percurso curto, mas eficaz, que ajuda a definir a linguagem de “Double Exposure“. Mais do que procurar exuberância, Penny Arcade aposta aqui numa construção direta, quase artesanal, onde cada elemento parece surgir no ponto certo e desaparecer sem excesso de peso.

Ao longo de “Double Exposure“, Penny Arcade percorre diferentes territórios musicais sem perder coerência. “Worst Trip” apresenta um lado mais sombrio e desconcertante, enquanto “You’ve Got the Key” assume uma psicadelia de forte marca inglesa. Já “Everything’s Easy” abre espaço para uma tonalidade mais blue-eyed soul, com um ambiente que evoca viagens longas e melancólicas sob o sol escaldante.

“A maior parte destas canções nasceu quase instantaneamente. Soavam certas naquele momento, e eu não quis voltar atrás para as ‘arrumar’ demais”, conta James Hoare.

O próprio James Hoare sublinha que o álbum foi gravado com rapidez e com poucos adornos, algo que se sente na textura final do trabalho. Em vez de esconder a rudeza do processo, Penny Arcade transforma-a em linguagem. É essa franqueza que faz de “Double Exposure” um disco coerente com a sua proposta: um registo feito de camadas, ecos e pequenas revelações, onde o processo e feeling contam mais do que a perfeição formal.

O título “Double Exposure” encaixa de forma natural no conceito do álbum. A referência à técnica fotográfica da dupla exposição sugere sobreposição, sombra, transparência e mistura – elementos que atravessam toda a obra. Há aqui uma sensação de movimento contínuo entre imagens sonoras, como se cada faixa fosse uma janela breve para um estado de espírito diferente.

Alinhamento de “Double Exposure” de Penny Arcade

  1. Regrets – 03:11
  2. Memory Lane – 02:52
  3. Worst Trip – 02:45
  4. You’ve got the key – 01:59
  5. Everything’s easy – 02:46
  6. Early Morning – 01:12
  7. Rear view mirror – 03:09
  8. Time – 03:44
  9. instrumental No. 1 – 02:11
  10. We used to be good friends – 02:37
  11. Mercy – 00:34
  12. Riverside Drive – 02:33

Nova fase de Penny Arcade

Com “Double Exposure”, Penny Arcade confirma uma nova fase criativa em que a exploração sonora vale tanto quanto a composição em si. O disco não procura grandes gestos nem soluções demasiado elaboradas e orquestradas. Em vez disso, aposta numa linguagem mais direta, mais tátil e mais aberta à surpresa, consolidando o nome de Penny Arcade como um território fértil para James Hoare experimentar sem perder identidade.

Este álbum deve ser ouvido com a atenção devida, não pela grandiosidade, mas pela forma como cada faixa deixa pequenas pistas, texturas, ruidos e desvios que vão revelando o seu desenho com o tempo. Em vez de se impor pela força, Penny Arcade constrói aqui um trabalho de persistência e atmosfera, onde o processo e gravação se sentem no registo final, e cada elemento contribui para um todo que se mantém coeso do início ao fim.

“Double Exposure” já se encontra disponível nas diversas plataformas do costume, não percas!

Instagram: @pennyarcade_music | Facebook: /pennyarcademusic

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FIPOS acaba de apresentar o videoclipe de “Chave de afetos”, o novo single do artista. O tema confirma o atual momento de grande criatividade de FIPOS, que em 2024 fundou o Black Orange Studio, em Ponta Delgada, para explorar novas sonoridades e gravar os seus trabalhos autorais.

Este é o terceiro single de FIPOS em nome próprio, depois de ter lançado temas como Minha guerra, minha paz e O silêncio de quem nada diz.

Podes ver e ouvir “Chave de afetos” de FIPOS em baixo.

“Chave de afetos”

Este novo single “Chave de afetos” explora o amor enquanto sentimento, e toda a entrega emocional que esse sentimento traz. Segundo FIPOS, o tema foca-se naqueles que têm o poder de abrir as portas do coração em tempos difíceis. Não sendo uma balada tradicional, “Chave de afetos” enraiza-se no rock e funk para nos fazer bater o pé e trazer uma leitura diferente sobre o amor – não aquela “pieguice do costume”, mas uma celebração do amor enquanto força interior, quase intemporal.

Entre imagens de abertura, libertação e luz, a canção constrói-se como uma espécie de declaração sobre o poder transformador do afeto, num registo contemplativo que privilegia o sentimento e a metáfora em detrimento de uma história concreta sobre alguém.

O videoclipe de “Chave de afetos” contou com a participação especial da atriz Ana Paula Lopes e a produção ficou a cargo da S&N Intercut Films.

FIPOS
FIPOS

FIPOS: Um Percurso de Resistência e Reconhecimento

A trajetória de FIPOS teve início em 1997, na ilha de São Miguel, nos Açores, onde fundou a sua primeira banda, os MC – Maniac Creatures. Ao longo de quase 30 anos de carreira, o músico navegou por diversos subgéneros, desde Rock e Metal com a banda Blasphemy (2001) e ainda sendo vocalista dos Oppressive em 2009, e presentemente também em Orange Tree.

Para além de fazer música, FIPOS criou em 2009 o programa de divulgação musical “Açores Underground”, para a promoção da cena musical açoriana. Em 2022, venceu o prémio de Melhor Performance de Rock nos International Portuguese Music Awards em Rhode Island nos Estados Unidos da América, com a música “Terra, Água, Fogo e Ar” da sua banda Duques.

Atualmente, FIPOS consolida-se como uma figura central e empreendedora na música Rock moderna açoriana. Além de gerir o seu próprio estúdio, o músico é cofundador e vocalista da banda Orange 3, mantendo paralelamente o seu projeto autoral.

Para Concluir

O lançamento de “Chave de afetos” surge num momento em que a produção musical dos Açores recupera protagonismo no cenário nacional. Nesse contexto, FIPOS afirma-se como um dos seus principais embaixadores, somando anos de experiência a uma energia criativa renovada e a uma clara vontade de continuar a explorar novos caminhos na sua música.

O videoclipe de “Chave de afetos” de FIPOS já se encontra disponível no YouTube e nas principais plataformas digitais, não percas!

Instagram: @fip0s_

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Nayr Faquirá prepara-se para encerrar um ciclo importante na sua carreira com o lançamento de “Entrelinhas (Versão Deluxe)”. Muito mais do que uma artista, cantora, produtora e compositora luso-moçambicana, Nayr Faquirá reafirma-se como uma das vozes emergentes da música lusófona atual.

Fica o novo single “Sentir” de Nayr Faquirá em baixo para ouvires!

“Entrelinhas” de luxo

Composto por 13 faixas, “Entrelinhas (Versão Deluxe)” apresenta-se como um álbum íntimo e profundo, onde cada letra transmite o amadurecimento artístico e pessoal de Nayr. Muito mais do que um conjunto de músicas, este registo explora mundos difíceis como o amor, mas sem esquecer temas de relevância social e urgência, revelando e reivindicando o espaço feminino na indústria musical.

Faixas de confissão como “On & On”, envolvência como “Tradução” com Deezy ou de emancipação como “Brinde”, pavimentam o sucesso do projeto original que se traduziu num concerto de apresentação em 2025 no Musicbox, em Lisboa.

Nayr Faquirá, capa do álbum "Entrelinhas (versão deluxe)"
Nayr Faquirá, capa do álbum “Entrelinhas (versão deluxe)”

“Sentir”: O single novo

A versão deluxe de “Entrelinhas” nasce, segundo Nayr Faquirá, do sentimento de que ainda existem histórias por contar. É uma forma de revisitar o que já existe, contudo, apresentando mais camadas da sua música e alma.

O primeiro avanço deste novo capítulo foi “Púrpura”, uma balada pop com toques especiais de soul e R&B, algo que caracteriza a música de Nayr. Composta pela artista e produzida por Alec Chassain, com quem trabalha há anos, a faixa é uma confissão emotiva onde cada palavra pesa e cada silêncio é uma nota.

Se “Púrpura” abriu a porta, a versão Deluxe expande-se com outras faixas inéditas, como “Narcisista” e o colaborativo “Sentir”. Este último, gravado com a cantora brasileira Dandara Manoela, foi uma colaboração que nasceu de uma residência artística em São Paulo no âmbito do projeto “Por Elas que Fazem a Música” e afirma o apelo direto à importância de viver emoções, considerando um dos eixos centrais desta versão.

Entrelinhas Deluxe (Ao Vivo): A tour para 2026

Esta versão não irá ficar somente nas plataformas digitais, pois ainda vão existir paragens para concertos fora de Portugal, contando com duas datas na Europa Central:

Brno, Chéquia: 20 de maio, no Fléda.

Praga, Chéquia: 21 de maio, no Iberian Waves Festival.

Percurso de Nayr Faquirá

Ao longo dos últimos anos, Nayr Faquirá mostra-se num percurso sólido na música, cruzando as suas raízes culturais com uma abordagem fluída entre o R&B, soul e afrobeat. Depois de lançar dois álbuns em nome próprio, onde o maior destaque são as letras emocionais e autênticas e de colaborar com grandes artistas como Selma Uamusse, Valete, Ivandro, Deezy e Garry, a artista expande o seu mundo musical com a edição Deluxe de “Entrelinhas”.

O horizonte para além das entrelinhas

Nayr Faquirá não se limita a interpretar músicas, ela reivindica o seu lugar no mundo através de cada sílaba. “Entrelinhas” deixa de ser apenas um álbum para se tornar num dos pontos mais importantes da sua carreira enquanto artista.

Ao encerrar este projeto com “Entrelinhas (Versão Deluxe)”, Nayr Faquirá não fecha a porta, mas deixa-nos a pensar o que ainda está por vir, criando assim uma base sustentável para se projetar ainda com mais força no cenário internacional.

A edição “Entrelinhas (Versão Deluxe)” já se encontra disponível nas plataformas digitais, não percas!

Instagram: @nayrfaquira | Facebook: /nayrfaquirapaginaoficial

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Depois de uma receção positiva em abril com o lançamento de “Fado Tropical”, a cantora, autora e multi-instrumentista Rita Braga inicia agora a apresentação ao vivo deste trabalho em dois concertos especiais no Porto e em Lisboa.

Dois concertos, duas experiências distintas

No Porto, dia 14 de maio, Rita Braga sobe ao palco em formato duo com Rui Rodrigues, responsável por percussões e eletrónica. O concerto está marcado para as 21h no RCA Club.

Já em Lisboa, a atuação ganha uma dimensão mais alargada. Além de Rui Rodrigues, junta-se João Cabrita no saxofone, o concerto contará também com a participação especial de JP Simões, artista com quem Rita Braga gravou o clássico brasileiro “Chão de Estrelas”. Esta apresentação terá lugar na Galeria ZDB, às 22h de dia 15 de maio.

Um projeto pensado para o palco

Após o lançamento do disco, Rita Braga dedicou-se a um intenso período de ensaios, adaptando os temas ao formato ao vivo e explorando novas possibilidades performativas.

O projeto nasceu de uma pesquisa rigorosa de Rita Braga sobre materiais históricos dos séculos XIX e início do XX, como arquivos, gravações, imagens, textos e partituras, que a cantora reinterpreta. Inteiramente cantado em português, “Fado Tropical” cruza a tradição do fado com uma abordagem mais contemporânea.

Próximos Concertos de Rita Braga

Para além dos concertos já anunciados, Rita Braga passa por várias salas do país e fora dele nos próximos meses, estes serão os seus próximos concertos:

3 de junho, Varsóvia, PL: Mlodsza Siostra

4 de junho, Poznan, PL: Caly Poznan Ukulele festival

25 de junho, Manchester, UK: The Peer Hat

26 de junho, London, UK: Portuguese Love Affair

27 de junho, Leigh-on-Sea, UK: Leigh Folk Festival, The Fisherman’s church

5 a 17 de julho, Lisboa, PT: residência na Casa Cheia

18 de julho, Lisboa, PT: Casa Cheia

22 de agosto, Porto, PT: Fiasco (DJ set)

14 de outubro, Leipzig, DE: Horns Herben

13 de novembro, Porto, PT: Fiasco (DJ set)

Se estiveres por perto, não percas!

Site oficial Rita Braga: superbraguita.com | Instagram: @superbraguita

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Os Red Hot Chili Peppers acabaram de confirmar aquilo que muitos já estavam à espera: a venda do seu catálogo de gravações por cerca de 254 milhões de euros ao Warner Music Group, num negócio que tem dado muito que falar na indústria. O rock and roll pode ser rebeldia, suor e guitarras, mas em 2026 é também um dos ativos mais valiosos do mercado musical.

A operação insere-se numa tendência que tem vindo a crescer entre grandes nomes da música: transformar décadas de sucesso em património financeiro imediato. Canções que marcaram gerações, como “Under the Bridge”, “Californication” ou “Give It Away”, passam agora a integrar um catálogo gerido por uma estrutura empresarial capaz de decidir onde e como essas gravações são exploradas, desde campanhas publicitárias a bandas sonoras e novos licenciamentos.

O fim de uma era?

A notícia tem sido lida por muitos como o encerramento simbólico de um ciclo. Mas, na prática, esta venda não significa que a banda vá deixar de tocar, gravar ou existir artisticamente. O que muda é a titularidade comercial das gravações originais, que passam a ser administradas por novos donos financeiros.

No caso dos Red Hot Chili Peppers, trata-se de uma operação especialmente relevante porque a banda já tinha vendido anteriormente os direitos de publicação e composição. Esta nova transação diz respeito ao catálogo de gravações, ou seja, às master recordings, um ativo que continua a gerar receitas regulares através de streaming, rádio e sincronizações.

Porque vale tanto?

O valor do negócio ajuda a explicar o interesse dos investidores. Estimativas apontam para receitas anuais na ordem dos 26 milhões de dólares, o que torna o catálogo dos Red Hot Chili Peppers altamente apetecível num mercado em que os ativos musicais de longa duração são vistos como investimentos relativamente estáveis.

Além disso, o negócio terá sido estruturado através de uma parceria entre a Warner Music Group e a Bain Capital, o que mostra como a música deixou há muito de ser apenas cultura: é também um produto financeiro com peso estratégico.

O que muda para os fãs?

Para o público dos Red Hot Chili Peppers, a experiência imediata muda pouco. As músicas continuam disponíveis e a ligação emocional permanece intacta. Ainda assim, é provável que os clássicos da banda surjam com maior frequência em contextos comerciais, dado o novo enquadramento do catálogo.

É precisamente isso que torna esta venda tão simbólica: as canções continuam a pertencer à memória coletiva, mas o seu valor económico passa para mãos corporativas. Para quem ouve, os Red Hot Chili Peppers continuam a ser a banda que marcou vidas. Para o mercado, tornam-se num ativo premium.

Legado e mercado

Esta operação também revela algo maior sobre a indústria musical contemporânea. Num tempo em que o streaming reduz margens e as digressões são cada vez mais centrais para a sustentabilidade das carreiras, vender catálogos tornou-se uma forma de garantir liquidez e segurança financeira.

No fundo, a venda do catálogo dos Red Hot Chili Peppers mostra que o legado musical pode ser simultaneamente emoção, memória e investimento. E talvez seja aí que reside a verdadeira estranheza deste tipo de negócio: o preço da imortalidade já não se mede apenas em aplausos, mas também em milhões.

Instagram: @chilipeppers

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A cantora colombiana Shakira está no centro das atenções em 2026, com dois grandes momentos: o anúncio da música oficial para o Mundial de Futebol de 2026 e um concerto histórico realizado no Rio de Janeiro.

“Dai Dai” é o novo hino do Mundial 2026

Shakira anunciou a novidade através de um vídeo no Instagram, gravado no Estádio do Maracanã, no Brasil. No vídeo partilhado por Shakira, a artista mostrou um pequeno excerto da música e deixou os fãs em expectativa. O tema completo será lançado a 14 de maio e conta com a participação de Burna Boy, artista nigeriano.

O Mundial de Futebol 2026 decorre entre 11 de junho e 19 de julho deste ano, nos Estados Unidos, México e Canadá e será mais uma ligação de Shakira com o Mundial depois de “Waka Waka” em 2010 e “La La La” em 2014.

O Rio de Janeiro parou

No dia 3 de maio deste ano, Shakira deu um concerto gratuito na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro que contou com cerca de 2 milhões de pessoas. O espetáculo durou quase três horas e foi uma viagem pelos maiores sucessos da cantora, incluindo “Hips Don’t Lie”; “Wenever, Wherever”; “La Tortura”; “She Wolf” e o viral “BZRP Music Session #53/66” com Bizzarap.

O concerto contou ainda com participações de grandes artistas da música brasileira como Caetano Veloso, Maria Bethânia e Anitta que subiu ao palco para cantar “Choka Choka” com Shakira.

Durante o espetáculo a artista demonstrou a sua ligação e afeto pelo Brasil e pelo Rio de Janeiro ao escrever no céu a mensagem “Eu amo-te Brasil”. A artista também recordou o início da sua carreira, dizendo que chegou ao Brasil com 18 anos, com o sonho de cantar para o público brasileiro e que, ao olhar para aquele momento sentia que, “a vida é mágica”.

Instagram: @shakira

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Nove anos depois de agitarem o rock alternativo português com o seu primeiro álbum “Good Boys”, os Stone Dead estão finalmente de volta com o novo álbum intitulado “Milk”, que já se encontra disponível nas plataformas digitais com o selo da editora Suburbia. Fica “The Jar” em baixo para ouvires.

Stone Dead: Energia sem fim

A banda sempre foi conhecida pela sua energia incendiária em palco. Contudo este trabalho é mais focado num rock in your face onde a melodia, dinâmica e atmosfera assumem o protagonismo. “Milk” é uma mistura entre rock melancólico e várias introspecções, onde cada faixa constrói-se com uma tensão que explode nos momentos certos, sem perder a identidade do grupo, mas apontando para uma evolução clara tanto na escrita como na apresentação de cada música.

“The Jar” e “Plasticine”: Novos territórios

Os singles de antecipação já tinham dado pistas sobre esta nova “versão” dos Stone Dead. Em “The Jar”, a banda mergulha em desejos e memórias passadas. Já em “Plasticine” exploram a ideia de que embora as vezes tudo pareça gravado em pedra, somos muitas vezes moldáveis e frágeis como plasticina. “Milk” é um álbum coeso e envolvente que se constrói como uma viagem emocional e sensorial, feitas de altos e baixos e contrastando intensidade e subtileza.

Stone Dead, capa do álbum "Milk"
Stone Dead, capa do álbum “Milk”

Alinhamento de “Milk” dos Stone Dead

  1. Drugs
  2. The Jar
  3. Trouble
  4. Good Night
  5. Milk
  6. Fearless
  7. John 12:3
  8. Plasticine

ADN de Alcobaça

Formados em Alcobaça, os Stone Dead consolidaram-se como um dos nomes mais consistentes do rock nacional. O seu currículo fala por si, com passagens marcantes por festivais como Vodafone Paredes de Coura e Super Bock Super Rock e ainda digressões por vários países europeus. “Milk” segue-se a “Good Boys” (2017), e é o culminar de anos de estrada, traduzindo a evolução de um projeto que se mantém fiel ao espírito original.

Stone Dead. Crédito Fotografia: Rodrigo Correia
Stone Dead. Crédito Fotografia: Rodrigo Correia

“Milk”

“Milk” é um disco coeso que se ouve como uma longa viagem. Não é apenas música para “bater o pé”, mas também é constituído com o espírito que viu nascer os Stone Dead, que com este segundo álbum, provam que é possível crescer e ganhar novas camadas sem perder identidade e intensidade.

O rock português respira melhor com este regresso de Stone Dead, pois nove anos é uma eternidade e “Milk” é a prova de que a espera valeu cada segundo de silêncio. Não percas!

Instagram: @stonedead_band | Facebook: /stonedeadpt

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Existem músicas que entram pelo nosso corpo e uma delas acaba de ser lançada por Merai intitulada de “Diz-me”. Este single marca o início de um projeto que cruza música pop com filosofia e espiritualidade e que podemos considerar um hino aos dias quentes que se aproximam.

“Diz-me” já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais e conta também com videoclipe, que podes ver em baixo.

No mundo da dança e reflexão

“Diz-me” apresenta-se como uma canção leve, feita para dançar e celebrar o verão, como percebemos também com as imagens do videoclipe. Contudo, a artista convida quem ouve a mergulhar mais fundo. A letra explora a tensão que existe entre aquilo que somos e a forma como somos vistos pelos outros. “Diz-me” apresenta-se como um convite para sermos livres das expectativas alheias.

Início de “Linhas Imaginárias”

Este single abre portas ao álbum “Linhas Imaginárias”, um projeto que Merai descreve como uma travessia entre ela e o todo. Musicalmente, a artista cruza diversas linhas, desde pop, música clássica e folk, algo que é interessante, pois Merai reforça ainda o seu papel enquanto produtora musical desde a produção do álbum e single.

Merai, capa do single "Diz-me"
Merai, capa do single “Diz-me”

Quem é Merai?

Nascida em Lisboa no ano 2000 e de ascendência luso-angolana, Mariana Frangioia Portela é uma artista multifunções que não se deixar prender em rótulos. O seu percurso cruza a música com a escrita e performance. Em 2025, a artista publicou o livro “Contos e Mitos de Plorema” e tem-se destacado na com posição para dança contemporânea e também em debates sobre feminismo, arte e democracia. Consolidou o seu espaço com temas como “Ser (Mito de Orfeu)” e “O Meu Corpo Não”.

Merai
Merai

Imagem como um manifesto

“Diz-me” não é apenas uma canção de verão. Merai oferece-nos uma oportunidade para descobrimos quem somos e quem o mundo espera que sejamos.

O single de “Linhas Imaginárias” deixa no ar a promessa de um álbum que celebra a liberdade de se perder para depois encontrarmos o nosso “todo”. Se este é apenas o início, Merai já garantiu que “Linhas Imaginárias” será um álbum quente que nos fará dançar com a nossa liberdade e pessoa, sem medos, somente com intuição.

Instagram: @merai.mundo

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Sarah Negra, artista que se descreve como mulher, poeta e artista multidisciplinar apresenta o seu primeiro álbum de originais, “Amor e Magia“, afirmando uma identidade artística singular no panorama contemporâneo português.

O álbum é apresentado pelo primeiro single “Feitiço”, que segundo nos conta a press release da artista, é uma canção que cruza desejo, ritmo e expansão e que funciona como introdução ao universo de “Amor e Magia“.

Fica o vídeo de “Feitiço” de Sarah Negra em baixo para veres e ouvires.

Amor como força de transformação

Ao longo do álbum, escrito pela artista, o amor surge como eixo de ligação entre temas como “Legalizem o Amor”, “Gira” e “Bruxa”, que exploram diferentes dimensões da palavra refletindo sobre temas como a violência, o colapso emocional e a apatia.

A escrita de Sarah Negra destaca-se pelo carácter poético e performativo. Um dos elementos distintivos de “Amor e Magia” é a inclusão de rituais e receitas de banhos de ervas associados a várias faixas, expandindo o projeto para além da música e resultando assim numa experiência mais imersiva e singular.

Sarah Negra, capa do álbum "Amor e Magia". Crédito Fotografia: Vera Marmelo
Sarah Negra, capa do álbum “Amor e Magia”. Crédito Fotografia: Vera Marmelo

Alinhamento de “Amor e Magia” de Sarah Negra

  1. Es urgente el amor
  2. Gira
  3. Eu só quero a paz
  4. Bruxa
  5. Siria
  6. Mãe
  7. Feitiço
  8. Legalizem o amor
  9. O ouro sou eu
  10. Arma Nuclear

Colaborações e créditos

O álbum conta com participações de Royal Bermuda e Miguel Dias, e foi desenvolvido em colaboração com o baterista Ricardo Martins e o guitarrista e baixista Alexandre Bernardo, músicos, co-compositores e produtores musicais do projeto.

A mistura e masterização ficou a cargo de Pedro Geraldo. O artwork foi desenvolvido pelo Destino, a fotografia por Vera Marmelo e os vídeos por Carlos Miranda. O projeto conta ainda com o apoio da Fundação GDA e SPA (Sociedade Portuguesa de Autores).

Sarah Negra. Crédito Fotografia: Vera Marmelo
Sarah Negra. Crédito Fotografia: Vera Marmelo

Concerto de Apresentação

O concerto de apresentação do álbum “Amor e Magia” de Sarah Negro irá realizar-se dia 18 de junho, na Casa Capitão, em Lisboa e assinala o início de uma nova etapa na vida da artista. O álbum “Amor e Magia” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais do costume, não percas!

Instagram: @itsarahnegra

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A Native Instruments lançou ontem, 5 de Maio de 2026, o Komplete 26, nova versão do seu pacote de instrumentos virtuais e ferramentas de produção musical. A colecção reúne mais de 190 instrumentos, plug-ins de mistura e masterização das marcas iZotope e Brainworx, e mais de 180.000 sons. A numeração troca o sistema interno (a versão anterior era o Komplete 15) pela do ano de lançamento.

As novidades do Komplete 26

Entre as novidades anunciadas pela Native Instruments, conta-se o regresso do Absynth 6, sintetizador semi-modular ausente das versões mais recentes do Komplete. A par desta reentrada, a edição inclui o Odes, ensemble cinematográfico construído em torno do ritmo, e o Circular, ferramenta que transforma acordes simples em paisagens sonoras evolutivas.

Na área dos teclados e cordas, a colecção Komplete 26 integra Claire e Claire: Avant, ambos amostrados a partir de um dos maiores pianos de cauda do mundo. A Definitive Electric Keys Collection reúne seis teclados eléctricos vintage com décadas de história, e a LCO Producer Strings traz cordas executadas pela London Contemporary Orchestra. O Electric Ruby Deluxe acrescenta a sonoridade de uma guitarra eléctrica semi-acústica de corpo oco.

Para a percussão, a nova Marco Polo Drums disponibiliza kits crus de boom-bap. Para vozes, o Moments: Vocal Clouds é uma biblioteca de paisagens vocais. Completa a lista a Scene Series, conjunto de ferramentas pensado para composição audiovisual.

Sintetizadores

O Komplete 26 mantém uma oferta de síntese com nomes já estabelecidos. Massive X, sucessor do Massive original que ajudou a fazer surgir géneros inteiros, continua presente para o design sonoro contemporâneo. FM8 cobre a síntese FM, Reaktor 6 permite a construção de instrumentos a partir do zero, e Absynth 6 regressa para os sons evolutivos e modulares. A oferta cobre síntese granular, wavetable e FM.

Kontakt 8 com Aftertouch polifónico

No centro do Komplete 26 está o Kontakt 8, sampler que se tornou padrão da indústria para bibliotecas amostradas. A versão 8.10.0, distribuída na actualização que acompanha o Komplete 26, introduz suporte de Aftertouch polifónico em qualquer teclado controlador, alargando a expressividade a equipamento que não disponibiliza esta funcionalidade nativamente.

A par do Kontakt, o Komplete 26 inclui o Battery 4 para programação de bateria, o Guitar Rig 7 Pro, simulador de amplificadores e rack de efeitos com tecnologia de aprendizagem automática para emular o comportamento analógico, e o Playbox, sampler dedicado a ideias rápidas e construção de loops.

Em estúdio

A Native Instruments incluiu no lançamento do Komplete 26 testemunhos de produtores que usam a colecção. Entre eles está Butch Vig, conhecido pelo trabalho com Nirvana, Smashing Pumpkins e Sonic Youth.

Uso o Komplete em todas as sessões. Permite-me manter o foco na música em vez das ferramentas, e quer esteja a escrever ou a afinar, é uma forma rápida de transformar uma ideia em algo que parece terminado.

A produtora TOKiMONSTA, nomeada para os Grammys e que colaborou com David Bowie, Sia e ODESZA, descreve um uso mais variável da colecção.

Mantive o Komplete em órbita porque se adapta à forma como trabalho. Há dias em que serve de gerador rápido de ideias, noutros é a textura que faz o tema encaixar.

Mistura e masterização

Para mistura e finalização, o pacote integra plug-ins das marcas iZotope e Brainworx. Da iZotope chegam Ozone 12 Elements para masterização, Nectar 4 Elements para tratamento vocal, e FXEQ e Trash para processamento criativo. Da Brainworx vêm a emulação de consola analógica bx_console AMEK 200, bx_Masterdesk para masterização, bx_Enhancer, o compressor bx_glue para colagem analógica, e bx_XL V3, entre outros.

Integração com hardware

A integração com hardware externo abrange controladores da Arturia, Akai Professional, Novation, Korg, Nektar e M-Audio através do programa NKS Hardware Partners. A integração mais directa mantém-se com os teclados Kontrol e a controladora Maschine, ambos da Native Instruments. Os plug-ins suportam os formatos VST, AU e AAX, sendo compatíveis com os principais programas de produção musical.

Preços e edições

O Komplete 26 está disponível em quatro edições pagas, além da versão gratuita Komplete Start. Os valores oficiais são fixados em dólares; os equivalentes em euros são indicativos, sujeitos à taxa de câmbio em vigor.

Para utilizadores que actualizem a partir do Komplete 15, os preços de actualização são de 149 dólares (~127 euros) para a Standard, 299 dólares (~255 euros) para a Ultimate, e 399 dólares (~340 euros) para a Collector’s Edition. Ofertas adicionais de fidelidade ficam disponíveis após início de sessão no site da Native Instruments.

Sobre a Native Instruments

Vista no conjunto, o bundle Komplete 26 oferece a cadeia de produção completa num único ambiente: instrumentos para a composição, o Kontakt 8 como plataforma comum capaz de correr bibliotecas próprias e milhares de instrumentos de terceiros desenvolvidos para o formato, e plug-ins de mistura e masterização das marcas iZotope e Brainworx para a finalização.

Os utilizadores das edições anteriores do Komplete 26 mantêm o caminho de actualização para qualquer um dos quatro tiers, e a versão gratuita Komplete Start continua a funcionar como entrada na colecção.Segundo a Native Instruments, a colecção é usada mensalmente por milhões de produtores, compositores e músicos, em contextos que vão de estúdios caseiros a sessões vencedoras de Grammys.

Sediada em Berlim, a Native Instruments completa em 2026 mais de três décadas de actividade no sector da produção musical. A empresa desenvolve hardware e software sob as marcas Native Instruments, iZotope e Plugin Alliance e é uma das marcas mais reconhecidas no mundo do software e hardware para música.

Mais informações: native-instruments.com | Instagram: @nativeinstruments

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Nota do editor:  Este artigo é meramente informativo e não resulta de qualquer parceria patrocinada, paga ou encomendada pela Native Instruments.

A cantora, compositora e multi-instrumentista luso-alemã Sofia Hoffmann apresenta uma nova versão do tema “Dolce Far Niente”, agora com um remix assinado pelo compositor, produtor e também multi-instrumentista britânico Nitin Sawhney. Podes ver e ouvir “Dolce Far Niente” de Sofia Hoffmann em baixo.

Uma nova abordagem ao tema

Inspirado na expressão italiana “dolce far niente”, associada à arte italiana do “prazer de não fazer nada”, o tema será uma versão que combina diferentes texturas e uma sonoridade mais solarenga, mas mantendo a identidade artística da artista.

Sofia Hoffmann, admiradora de longa data do trabalho de Nitin Sawhney, destaca que a versatilidade do compositor enquanto produtor e criador em diferentes contextos musicais foi determinante para a escolha como seu colaborador neste projeto. Assim, este remix assinala o primeiro encontro criativo entre Sofia Hoffmann e Nitin Sawhney.

A versão original de “Dolce Far Niente” integra o álbum “[In]LOVE”, lançado em 2024, que conta com a participação do compositor, pianista e cantor brasileiro Ivan Lins.

Sofia Hoffmann, capa do single "Dolce Far Niente"
Sofia Hoffmann, capa do single “Dolce Far Niente”

Percurso de Sofia Hoffmann

Sofia Hoffmann iniciou a sua formação musical na guitarra clássica e desenvolveu formação vocal iniciada pela cantora lírica e professora vocal Maria Rosário Coelho. Ao longo do seu percurso, aprofundou o jazz e a música clássica indiana, estudando com Acharya Roop Verma, que impactou o seu desenvolvimento como musicista.

Sofia Hoffmann escreveu canções originais após o falecimento do seu mentor, estas músicas originais fizeram parte do álbum ONE SOUL, lançado em 2019. A cantora e compositora lançou também o álbum “Rebirth” em 2022 e em 2025 lançou “[In]LOVE“, que navega entre vários géneros musicais como o jazz, a bossa nova e música do mundo que a cantora reuniu ao longo dos últimos anos.

Nitin Sawhney

Nitin Sawhney é compositor, produtor e multi-instrumentista com carreira internacional, tendo criado música para cinema, televisão e projetos multidisciplinares. Trabalhou com diversas orquestras e artistas, é também DJ, curador de festivais e professor convidado em universidades como Stanford e Berklee. O seu trabalho estende-se também ao teatro, dança e videojogos. Também integrou oficialmente os Pink Floyd num tema solidário que alcançou o primeiro lugar em 29 países.

Apresentação ao vivo em Lisboa

O tema será apresentado ao vivo dia 27 de maio, às 21h30, na sala 2 do Cinema de São Jorge, em Lisboa. O concerto irá inclui um repertório de composições originais de Sofia Hoffmann, bem como interpretações de temas italianos, enquadrados numa abordagem próxima do jazz. Em palco, a artista será acompanhada por Nuno Tavares no piano, André Rosinha no contrabaixo, Alexandre Ferreira Alves na bateria e Moisés Fernandes no trompete.

Estas serão as próximas datas:

· 27 de maio, 21h30: Concerto “Dolce Far Niente” no Cinema de São Jorge, Lisboa com bilhetes a 15€

· 12 de Dezembro: Concerto “Christmas Jazz”, Lagoa, Algarve

· 19 de Dezembro: Concerto “[In]LOVE with Christmas” no Cinema de São Jorge, Lisboa

Instagram: @sofiahoffmannofficial | Facebook: /SofiaHoffmannOfficial

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